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SÃO PAULO – Na última quarta-feira (10), a Pemex anunciou uma descoberta de novas jazidas de hidrocarbonetos no Golfo do México, com reservas estimadas em 350 milhões de barris de petróleo.
O diretor-geral da estatal mexicana, Emilio Lozoya, destacou que que são quatro novos campos em águas superficiais do litoral do estado de Tabasco, e mais um próximo ao complexo petrolífero Cantarell na Sonda de Campeche.
A notícia animou a companhia mexicana, já que a descoberta apresenta uma boa quantidade de petróleo leve, segmento este em que a Pemex apresenta maior eficiência. Conforme destaca o Santander em relatório, a Pemex produz em águas rasas com custos de um dígito, um dos menores do mercado.
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E, conforme destaca o banco no mesmo relatório, a Petrobras (PETR3;PETR4) pode sair perdendo com essa descoberta. “A descoberta da Pemex tem implicações negativas sobre a Petrobras”, afirmou o analista Gustavo Allevato. E por dois motivos.
Segundo Allevato, a descoberta da Pemex injeta dinamismo no próximo leilão de petróleo, competindo assim de forma direta com a Petrobras para alienar ativos em produção. Como parte de sua meta de vender US$ 14 bilhões em ativos nos anos de 2015-2016, a Petrobras diz que está focada na venda de alguns de seus ativos upstream (ativos em exploração, desenvolvimento, produção e transporta para beneficiamento).
“Nós já tínhamos destacado que o primeiro leilão de blocos no México que está por vir já mostrava os ativos do país como um concorrente direto para esta iniciativa da Petrobras”, afirma o analista, destacando que a descoberta recém-anunciada lança ainda mais luz sobre o potencial do México aos olhos das companhias petrolíferas por todo o mundo.
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Além disso, a descoberta cria mais concorrência para potenciais leilões do pós-sal e do pré-sal no Brasil em 2015-16.
“Enquanto, por um lado, não vimos quaisquer mudanças nas regras de conteúdo local ou regras do leilão do pré-sal no Brasil por outro, em preparação para o leilão realizado pela primeira vez dos blocos no México, a CNH (Comissão Nacional de Hidrocarbonetos) confirmou recentemente os termos finais para o leilão (com 14 blocos para o desenvolvimento e mais 5 de produção, todos em águas rasas) e os reguladores têm “adoçado” os termos em meio a preços mais baixos do petróleo.
“Sob os termos mais atraentes, as empresas serão autorizadas a participar por conta própria ou através de um consórcio e fazer ofertas para mais de cinco blocos na primeira fase e, ao mesmo tempo, terá melhores condições de rescisão de contrato”, destaca Allevato. A CNH também confirmou que os primeiros resultados de licitação para os primeiros 14 blocos serão anunciados dia 15 de julho.