5 motivos para comprar a ação mais exposta à volta do ânimo com o Brasil

Para os analistas do BTG Pactual, a alta anual pode ser apenas o começo para os papéis da companhia

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SÃO PAULO – Não é de hoje que o BTG Pactual está otimista sobre as ações da BM&FBovespa. Em março, antes mesmo da deposição da ex-presidente Dilma Rousseff, o banco já mostrava ânimo com as perspectivas de que um novo governo poderia ser mais favorável para o mercado. 

Para o banco, a ação da BM&FBovespa (BVMF3) era uma das ações que mais que se beneficiava da melhora de sentimento dos investidores brasileiros com relação ao País, apontando motivos como a alta do volume negociado na Bovespa e também os rumores de fusão com a Cetip. 

Mas agora, passados seis meses dessa recomendação, o que os analistas do BTG esperam para os papéis da companhia? Desde o começo de março até o fim de setembro, os papéis BVMF3 subiram 45% e, não somente o impeachment foi confirmado, como a companhia está agora passando por um processo de fusão com a Cetip (CTIP3). 

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Porém, como os analistas do BTG Pactual destacaram em relatório de meados deste setembro, este pode ser apenas o começo. Destacando que o call de compra para as ações da BM&FBovespa não é novo, eles apontam 5 motivos para comprar os papéis da BM&FBovespa agora. 

Confira abaixo:

1. Performance 
A ação da BM&FBovespa registra fortes ganhos de 54% no ano. Contudo, os papéis já caíram cerca de 16% em relação à máxima das últimas 52 semanas e teve uma performance abaixo da média nos últimos três meses. Enquanto o Ibovespa subiu 17,9%, os ativos BVMF3 tiveram leves ganhos de 0,66% no mesmo período. 

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2. Fluxo
De acordo com os analistas do BTG, o fluxo vendedor em BVMF3 deve ceder e o aumento do volume ainda está por vir; nas últimas semanas, houve um fluxo vendedor mais forte o que, em algum momento, deve cessar. Os analistas apontam que o fluxo no Brasil ainda está por vir. 

3. Desconto frente outras bolsas internacionais
O BTG aponta ainda que o desconto em relação a outras bolsas internacionais continua alto, o que pode refletir em um forte potencial de valorização e uma reclassificação dos papéis.  

Os analistas apontam que, enquanto as bolsas dos emergentes estão negociando a 31 vezes a relação preço sobre o lucro em 2017 e as bolsas globais a 22 vezes preço sobre lucro esperado em 2017, a nova empresa BM&FBovespa + Cetip está negociando a 18 vezes o P/L. Este é um desconto de aproximadamente 18% na comparação com a média das bolsas globais e mais de 40% para bolsas como de Hong Kong e Dubai. 

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4. CARF
A BM&FBovespa enfrenta um problema que já deu grandes dores de cabeça para os acionistas da companhia. Ela tem um processo no Carf ( Conselho Administrativo de Recursos Fiscais que pode lhe custar R$ 1,14 bilhão envolvendo o processo sobre a amortização, para fins fiscais, do ágio gerado na incorporação das ações da Bovespa Holdings S.A. em maio de 2008. 

Porém, afirmam os analistas, apesar da preocupação dos investidores, o impacto da perda no Carf deve ser muito baixo no curto prazo. “A empresa já se pronunciou em comunicado ao mercado que, na hipótese de o recurso ao referido auto de infração vir a ser negado no CARF, submeterá a discussão à análise do Poder Judiciário e caso seja demandada a apresentar garantia judicial, pode usar uma carta-fiança ou seguro-garantia”, destacam, Isso deve representar um custo muito baixo para uma empresa com o poder de lucrar como a BM&FBovespa.

Aliás, nesta sessão, outro fator gerou ruídos sobre a companhia; hoje, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) abriu, a pedido da ATS, um inquérito administrativo para apurar suspeita de infração à ordem econômica por parte da BM&FBovespa. A ATS alega conduta anticompetitiva da BM&FBovespa. O Bradesco BBI destacou em relatório que a investigação provavelmente funcionará em paralelo com a análise geral do Cade sobre a fusão da BM&F com a Cetip. “Esperamos ver um grande ruído a respeito desse processo, mas nada que mude os fundamentos da empresa”, apontaram os analistas.

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5. Aquisição da Cetip
Em quinto e último lugar, a aquisição da Cetip pela BM&FBovespa torna a empresa ainda mais forte, apontam os analistas. Isso porque a 
nova companhia terá uma receita mais resiliente que a BM&FBovespa “sozinha”. Além disso, a forte customização da Cetip e a capacidade de inovação aliada ainda à plataforma bastante complementar da BM&FBovespa, o que deve fazer com que haja uma barreira maior para novos entrantes no mercado. 

BTG
BVMF: e a BVMF hein? De patinho feio, barulho de tudo qt é lado sobre Carf e volumes menores a uma alta de quase 3.5% hoje!!! Mudou alguma coisa no case? Não! É o tal do fluxo, podem dizer alguns traders das mesas. Sem dúvida que parece ser isso também! Alguns tem dito que a forte pressão vendedora saiu (ao menos em parte) da frente, o que permitiu um respiro nos últimos dias do papel… Mas somente isso seria suficiente pra uma alta como essa? Não, mas o que não falta é fundamento pra sustentar essa alta. Seguem os 5 motivos do pq comprar BVMF agora (gostamos do trade vs o Índice!). Relembrando que esse call não é novo, e o papel já é Top Pick do Rosman & time faz tempos…
1. BVMF já caiu ~16% do 52-week high e underperformou o Ibovespa nos últimos 3 meses
BVMF cedeu muito nos últimos 3 meses, caindo mais de 16% desde o 52-week high em Julho. Nesse período, o papel underperformou o IBOV em 12%, ficando para trás na última pernada de upside do índice.
Figura 1: BVMF já caiu mais de 16% desde o 52-week high em Julho
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Figura 2: BVMF underperformou o índice em 12% nos últimos 3 meses
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2. Fluxo vendedor deve ceder e o aumento de volume ainda está por vir
Nas últimas semanas houve um fluxo vendedor em BVMF mais forte, o que deve em algum momento se cessar. Parece já estar ocorrendo, mas não dá pra apostar que o gringo possa vender muito mais. Além disso, o fluxo para Brasil “no micro” ainda está por vir.
A figura 3 mostra a criação de ETF de mercados emergentes, o que nada mais é que uma direta indicação de volume sendo alocado para GEMs via ETFs:
Figura 3: Forte criação de ETF em emergentes
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Agora nesse gráfico abaixo, dá pra ver que o volume de criação de ETF de Brasil morreu nos últimos meses…
Figura 4: Fluxo de criação de ETF Brasil morreu nos últimos meses…
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Figura 5: Comparação fluxo ETF GEMs vs Brasil
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Ou seja, o ETF de GEMs absorveu todo o fluxo de Brasil de Julho para cá, justamente no período em que o Brasil teve uma melhora na estabilidade política e os índices de confiança começaram a aumentar…
Figuras 6 e 7: Índices de confiança do consumidor e industrial vem apresentando melhora nos últimos 2-4 meses
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All-in, o fluxo “puro” Brasil ainda não veio como deveria, mas com o macro se acertando, isso deveria acontecer em algum momento. E o potencial é grande, como mostra o volume de ações do EWZ (ETF Brasil):
Figura 8: Shares Outstanding do EWZ (ETF Brasil)
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Pra quem não lembra, separamos tb o relatório do Cadu, que mostra o potencial de inflow pra Brasil assumindo mkt voltando pra níveis de 2014 em % alocado a Equities e Brasil. Click here for the full report »
Massive potential flows: Stay out of the way!
Click here for the full report »
In recent years, fund assets allocated to Brazilian equities have collapsed
In the past few years, global and regional equity funds have slashed their allocations to Brazilian equities. According to EPFR, at the start of 2012 global funds had 2.3% allocated in Brazil, GEM funds 16.3%, BRIC 31.1% and LatAm 65.5%. Today, global funds have cut their exposure to 0.5%, GEM funds to 5.9%, BRIC to 13.2% and LatAm to 42.2%. So the upside is undeniably big! In fact, in the past week international equity mutual funds posted record inflows into Brazilian equities of US$284mn (best print since last week of October 2014, just before the elections).
Rebound to 2014 allocations could mean ~BRL140bn in extra flows
We performed a back-of-the-envelope calculation to estimate the potential size of the extra flows from international equity mutual funds into Brazilian equities. Assuming that allocations return to the levels seen in October 2014 (when global funds had 1.4%, GEM 11.7%, BRIC 26.3% and LatAm 57.1%) and based on current assets under management for the different fund categories, we estimate some USD40bn (or BRL140bn) could flow into Brazilian equities, equivalent to ~24 trading days using this year’s average trading volumes.
Equities UM collapsed in Brazil; small recovery could add an extra ~BRL90bn
While assets under management by Brazilian mutual funds have increased nicely since 2010 (by 45%, or an average of 7.7% per year), the percentage of these assets allocated to equities have collapsed (from 18.3% to 8.7% now). Equities under management by mutual funds have slumped to R$247bn (from R$356bn in 2010). If we assume that equities can get back to representing ~12% of AUM by Brazilian mutual funds (i.e. the levels seen in 2014, which are admittedly very low), the extra flows could amount to ~R$90bn, or the equivalent of 15 trading days.
Better political landscape: extra flows and markets up strongly
A rosier political scenario could attract heavy flows into Brazilian equities and keep propping up markets. Attached, we are resending the two reports we published in recent weeks with suggested bullish portfolios (tables are on page 2).
3. Desconto para outras bolsas internacionais continua alto = forte upside em um rerating
A nova cia (BVMF + Cetip) está negociando a um desconto significativo a outras bolsas mundiais, o que dá espaço para um forte upside em caso de rerating. Enquanto as bolsas dos emergentes estão negociando a ~31x PE 2017 e as bolsas globais a ~22x PE 2017, a nova empresa (BVMF + Cetip) está negociando abaixo de 18x PE 2017 (um desconto de ~18% para a média das bolsas globais e mais de 40% para bolsas como de Hong Kong e Dubai).
Figura 9: BVMF + Cetip está negociando a um desconto grande para as principais bolsas do mundo
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Figura 10: Múltiplos da nova cia para 2017
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4. Impacto de perda no CARF (processo sobre benefício fiscal da amortização do ágio de 2008/2009) deve ser muito baixo no curto prazo
Apesar de alguns investidores estarem preocupados com a definição do processo sobre benefício fiscal da amortização de ágio no CARF, o impacto financeiro no curto prazo em caso de perda é muito baixo. A empresa já se pronunciou em comunicado ao mercado que, na hipótese de o recurso ao referido auto de infração vir a ser negado no CARF, submeterá a discussão à análise do Poder Judiciário e caso seja demandada a apresentar garantia judicial, pode usar uma carta fiança ou seguro garantia (o que na nossa visão tem um custo muito baixo para uma empresa com o earnings power da BVMF).
5. Aquisição da CETIP torna a BVMF ainda mais forte
A nova cia terá uma receita mais resiliente que a BVMF standalone e dada a alta alavancagem operacional da empresa, a visibilidade de resultado deveria ser maior, o que justifica um re-rating. Além disso, a forte customização da Cetip e capacidade de inovação aliada à plataforma bastante complementar da BVMF deve fazer com que a entrada de novos players se torne mais difícil.
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Lara Rizério
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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.