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SÃO PAULO – A escassez de chuvas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, que concentram os maiores reservatórios do País, levou a disparada do preço de energia de curto prazo, e a expectativa é que atinja recorde histórico na próxima semana, acima de R$ 800 por megawatts-hora. Todo esse movimento gerou uma situação bem favorável para as elétricas, em especial a Cesp (CESP6), que viu seu papel disparar 4,35%, a R$ 22,75, na véspera, liderando os ganhos do Ibovespa.
Em relatório, o Credit Suisse listou quais são as empresas do setor que tendem a se beneficiar mais com esse cenário. Além da Cesp – a mais favorecida -, os analistas Vinicius Canheu e Pedro Manfredini apontaram a Copel (CPLE6) e Cemig (CMIG4). Segundo eles, para cada R$ 50/MWh a mais no preço de energia no mercado à vista, há aproximadamente 2,4% de variação no preço-alvo dos papéis da Cesp.
O PLD (Preço de Liquidação de Diferenças) vem subindo pelo menos desde o início do ano, em pleno período de chuvas, e chegou a média de R$ 486,59 por MWh nesta semana, contra R$ 287 por MWh na anterior. Na véspera, o presidente da Abiape (Associação Brasileira de Investidores em Autoprodução de Energia), Mario Menel, disse à Reuters que o PLD vai bater o limite dele e deve chegar a R$ 822,83 por MWh na semana que vem. Além de ser um recorde histórico para o PLD, trata-se do preço máximo definido para este ano.
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Ao preço atual de PLD, as distribuidoras de energia que estão descontratadas no curto prazo em cerca de 3,5 mil megawatts médios (MW) podem ter um impacto no caixa entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão por mês, segundo Menel. Entretanto, os subsídios do governo devem amenizar esse efeito para Eletropaulo (ELPL4), Light (LIGT3) e CPFL Energia (CPFE3), apontam os analistas do Credit.