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SÃO PAULO – O ano de 2014 será de grandes desafios para a Bolsa brasileira, mas também transformador, disse Edemir Pinto, presidente da BM&FBovespa (BVMF3), durante coletiva de imprensa na sede da empresa nesta sexta-feira (9).
De olho nos próximos projetos, a queda na receita, Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e lucro líquido no primeiro trimestre não assustou a Bolsa. “2014 será de grandes desafios, até nos surpreendeu o forte volume de abril e maio, mas principalmente será um ano de grande transformação. Estamos realizando uma revolução na nossa companhia e no mercado brasileiro”, disse Pinto.
Segundo ele, a Bolsa está levando inovação ao mercado, em referência ao projeto de integração das clearings. A expectativa é que a migração dos dados da clearing de derivativos fique pronta em junho deste ano, a esperar ainda a aprovação do Banco Central. A próxima etapa será concluir o desenvolvimento da parte de ações, que deve ocorrer entre o final deste ano e início do próximo. O último passo será a conclusão da clearing de câmbio, que deve ser finalizada entre 2015 e 2016.
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Com a conclusão da primeira etapa do processo de integração das clearings, a Bolsa deve devolver ao mercado até R$ 20 bilhões, que será desembolsado em um único dia, e que se refere à garantia exigida dos investidores e que hoje são depositadas na Bolsa para assegurar a liquidação das transações. “Esses R$ 20 bilhões são só de derivativos, que entram em funcionamento possivelmente em junho. Ainda tem a parte do BTC, mas que será entregue apenas com a conclusão da clearing de ações, em um montante similar a esse”, explicou.
Para o presidente da BM&FBovespa, os novos projetos são transformadores e irão fazer uma revolução na estrutura do mercado, deixando uma possível concorrência cada vez mais distante. “A concorrência perdeu o ‘timing’ porque estamos trabalhando em projetos inéditos e transformadores. Já tivemos duas bolsas de fora olhando para nossos novos sistemas. Uma delas é da África do Sul”, comentou.
Além do projeto de integração das clearings, a BM&FBovespa espera lançar novos produtos em breve, como futuro de inflação e NTN-B. Na área de ETFs, foi lançado o ETF de índice internacional (S&P 500) e um outro de renda fixa já está sendo estudado para entrar em circulação no mercado, mas ainda sem data definida, a espera de definições sobre como será tributado, comentou Eduardo Guardia, da diretoria executiva de produtos e relações com investidores da BM&FBovespa, que também estava presente na coletiva de imprensa. Um outra frente será em projetos para desenvolver o mercado de BTC (para aluguel de ações) e para formador de mercado, complementou.