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O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy viajará a Berlim na segunda-feira (15) para se reunir com o chanceler alemão Friedrich Merz e outros líderes europeus, incluindo o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, para avançar nas discussões sobre propostas de paz lideradas pelos EUA.
A viagem foi confirmada pelo porta-voz-chefe de Merz, Stefan Kornelius, na sexta-feira (12). Antes da reunião, espera-se que conselheiros de segurança nacional da Ucrânia, da Europa e dos EUA realizem conversas sobre os esboços do plano, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.
As pessoas, que falaram sob condição de anonimato para discutir deliberações privadas, alertaram que os planos ainda podem mudar.
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Principais pontos das negociações
O território ucraniano está no centro das discussões em andamento entre Washington, Kyiv e Moscou, enquanto os negociadores trabalham em um acordo preliminar de 20 pontos. Moscou tem insistido que a Ucrânia retire suas forças dos territórios orientais da região de Donbas, que incluem áreas das regiões de Donetsk e Luhansk que o exército russo não conseguiu capturar.
Zelenskiy disse no início desta semana que os EUA discutiram transformar a área em uma “zona econômica livre” ou uma “zona desmilitarizada” sob administração especial. O gabinete do presidente não comentou.
Persistem dúvidas sobre se as regiões seriam reconhecidas de fato como russas, juntamente com a península da Crimeia, que está ocupada. Outros pontos de impasse incluem garantir que a Ucrânia receba fortes garantias de segurança para impedir que a Rússia volte a invadir e o destino de cerca de US$ 200 bilhões em ativos congelados do banco central russo.
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O presidente russo Vladimir Putin não deu sinais de mudar seus objetivos de guerra — e não está claro se Moscou concordaria com um acordo de paz mesmo que os EUA e a Ucrânia chegassem a um entendimento.