Zelenskiy se reunirá com europeus em Berlim para discutir plano de paz

A viagem foi confirmada pelo porta-voz-chefe de Merz, Stefan Kornelius, na sexta-feira (12)

Bloomberg

Encontro do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, com Donald Trump e outros líderes europeus na Casa Branca, em Washington, na segunda-feira, 18 de agosto de 2025. Da esquerda para a direita: o primeiro-ministro Keir Starmer, do Reino Unido; o presidente Alexander Stubb, da Finlândia; Zelenskyy; Trump; o presidente Emmanuel Macron, da França; a primeira-ministra Giorgia Meloni, da Itália; o chanceler Friedrich Merz, da Alemanha; e o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte. (Doug Mills/The New York Times)
Encontro do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, com Donald Trump e outros líderes europeus na Casa Branca, em Washington, na segunda-feira, 18 de agosto de 2025. Da esquerda para a direita: o primeiro-ministro Keir Starmer, do Reino Unido; o presidente Alexander Stubb, da Finlândia; Zelenskyy; Trump; o presidente Emmanuel Macron, da França; a primeira-ministra Giorgia Meloni, da Itália; o chanceler Friedrich Merz, da Alemanha; e o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte. (Doug Mills/The New York Times)

Publicidade

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy viajará a Berlim na segunda-feira (15) para se reunir com o chanceler alemão Friedrich Merz e outros líderes europeus, incluindo o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, para avançar nas discussões sobre propostas de paz lideradas pelos EUA.

A viagem foi confirmada pelo porta-voz-chefe de Merz, Stefan Kornelius, na sexta-feira (12). Antes da reunião, espera-se que conselheiros de segurança nacional da Ucrânia, da Europa e dos EUA realizem conversas sobre os esboços do plano, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

As pessoas, que falaram sob condição de anonimato para discutir deliberações privadas, alertaram que os planos ainda podem mudar.

Aproveite a alta da Bolsa!

Principais pontos das negociações

O território ucraniano está no centro das discussões em andamento entre Washington, Kyiv e Moscou, enquanto os negociadores trabalham em um acordo preliminar de 20 pontos. Moscou tem insistido que a Ucrânia retire suas forças dos territórios orientais da região de Donbas, que incluem áreas das regiões de Donetsk e Luhansk que o exército russo não conseguiu capturar.

Zelenskiy disse no início desta semana que os EUA discutiram transformar a área em uma “zona econômica livre” ou uma “zona desmilitarizada” sob administração especial. O gabinete do presidente não comentou.

Persistem dúvidas sobre se as regiões seriam reconhecidas de fato como russas, juntamente com a península da Crimeia, que está ocupada. Outros pontos de impasse incluem garantir que a Ucrânia receba fortes garantias de segurança para impedir que a Rússia volte a invadir e o destino de cerca de US$ 200 bilhões em ativos congelados do banco central russo.

Continua depois da publicidade

O presidente russo Vladimir Putin não deu sinais de mudar seus objetivos de guerra — e não está claro se Moscou concordaria com um acordo de paz mesmo que os EUA e a Ucrânia chegassem a um entendimento.