Votos do exterior colocam partido Chega como 2ª maior sigla em Portugal

Após contagem final dos votos externos, partido supera socialistas e rompe domínio histórico dos principais partidos portugueses

Gabriel Garcia IA InfoMoney

André Ventura, líder do partido político de extrema direita Chega, vota numa assembleia de voto durante as eleições gerais em Lisboa, Portugal, 18 de maio de 2025. REUTERS/Rodrigo Antunes
André Ventura, líder do partido político de extrema direita Chega, vota numa assembleia de voto durante as eleições gerais em Lisboa, Portugal, 18 de maio de 2025. REUTERS/Rodrigo Antunes

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O partido Chega conquistou a segunda maior bancada no Parlamento português após a contagem final dos votos dos eleitores no exterior, divulgada nesta quarta-feira (28).

Com 60 assentos, o Chega ultrapassou o Partido Socialista (PS), que ficou com 58 cadeiras, marcando uma mudança histórica no cenário político do país.

A votação ocorreu no último dia 18, em eleições parlamentares antecipadas, e o resultado reflete o avanço da direita em Portugal, alinhado a tendências observadas em outras partes da Europa.

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Segundo dados oficiais, o Chega foi o partido mais votado entre os portugueses residentes fora do país, obtendo 26,15% dos votos no exterior. No Brasil, por exemplo, a legenda também liderou a preferência, com mais de 12 mil votos.

Na noite da eleição, PS e Chega haviam empatado com 58 cadeiras cada, mas os dois assentos conquistados fora de Portugal garantiram a vantagem para o partido de André Ventura, que foi fundado há apenas seis anos.

A vitória do Chega representa um rompimento com o tradicional domínio dos dois principais partidos portugueses desde o fim da ditadura em 1974.

O partido defende pautas como combate à imigração, penas mais severas para crimes e críticas à elite política, e mantém alianças com grupos de direita na Europa, como o Reagrupamento Nacional da França e o AfD da Alemanha.

Apesar do crescimento do Chega, o bloco de centro-direita liderado por Luís Montenegro conquistou a maior bancada, com 91 assentos, mas sem maioria para governar sozinho.

O primeiro-ministro eleito, Luís Montenegro, já declarou que não pretende formar coalizão com o Chega, optando por um governo minoritário.

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Nesta quinta-feira (29), o presidente Marcelo Rebelo de Sousa deve se reunir com os líderes dos três principais partidos para discutir os próximos passos políticos.

O cenário aponta para um Parlamento mais fragmentado e um desafio maior para a formação de governos estáveis.