Von der Leyen: membros da UE devem coordenar preços da energia durante guerra no Irã

Ursula von der Leyen defende ação conjunta para gerir estoques e evitar disputa por gás entre países do bloco diante da escalada de custos provocada pela guerra no Irã

Reuters

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, discursa durante a cerimônia de assinatura de um acordo de livre comércio entre a União Europeia e o bloco sul-americano Mercosul, encerrando mais de 25 anos de negociações, em Assunção, Paraguai, em 17 de janeiro de 2026. REUTERS/Cesar Olmedo
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, discursa durante a cerimônia de assinatura de um acordo de livre comércio entre a União Europeia e o bloco sul-americano Mercosul, encerrando mais de 25 anos de negociações, em Assunção, Paraguai, em 17 de janeiro de 2026. REUTERS/Cesar Olmedo

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BRUXELAS, 13 Abr (Reuters) – Os ⁠Estados-membros da União Europeia devem ⁠coordenar os preços da energia em ‌meio a um aumento de 22 bilhões de euros (US$25,70 bilhões) nas contas de combustíveis ‌fósseis desde o início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, disse a presidente da Comissão da UE, Ursula von der Leyen, nesta segunda-feira.

‘Também ⁠estamos ‌estudando… a coordenação do abastecimento de gás ⁠dos Estados-membros para evitar que muitos Estados-membros entrem no mercado ao mesmo tempo’, disse Von der Leyen a repórteres em Bruxelas.

‘E coordenaremos as liberações de estoque ​de petróleo para obter o maior efeito possível e garantiremos que as medidas ​de emergência dos Estados-membros não afetem o mercado único.’

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A Comissão da UE planeja publicar propostas de medidas para o preço da energia em 22 de abril, ‌para serem discutidas pelos líderes ​da UE em sua cúpula informal na próxima semana.

Separadamente, o braço executivo da UE apresentará uma estratégia de ⁠eletrificação antes ​do verão, ​disse Von der Leyen ao enfatizar a necessidade de medidas ⁠estruturais para reduzir também ​os preços da energia.

‘Estamos pagando um preço muito alto por nossa dependência global de combustíveis ​fósseis, e a triste realidade para nosso continente é que a energia ​de combustíveis fósseis ⁠continuará sendo a opção mais cara nos próximos anos’, ⁠disse Von der Leyen.

‘Nossa estratégia de descarbonização não só foi confirmada nos últimos anos, mas está crescendo em importância a cada dia’, acrescentou ela.

(Reportagem de Mathias de Rozario e Bart ​Meijer)