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WOLFSBURG, Alemanha (Reuters) – A Volkswagen e seus sindicatos estão longe de chegar a um consenso sobre como lidar com excesso de capacidade produtiva na Alemanha, mas mantiveram conversações na segunda-feira (09) que ambos os lados descreveram como construtivas em meio a paralisações de fábricas da empresa em todo o país.
“Após a rodada de hoje, está claro que ainda estamos longe de uma solução”, disse o negociador-chefe da Volkswagen, Arne Meiswinkel, após mais de sete horas de conversas na véspera.
Mas o representante dos trabalhadores, Thorsten Groeger, disse que foi a primeira vez que as negociações ocorreram em um “clima construtivo” e que os representantes sindicais estão prontos para voltar à mesa de negociações em 16 de dezembro.
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No início da segunda-feira, Groeger havia dito que se as conversas com os executivos da montadora não tivessem um tom conciliatório, os sindicatos não viam mais espaço para negociações este ano e aumentariam as manifestações para um nível sem precedentes em 2025.
Ainda assim, os sindicatos permaneceram firmes em dizer que se recusam a aceitar o fechamento de fábricas da companhia na Alemanha, enquanto a montadora disse que isso não pode ser descartado, indicando que as duas partes continuam distantes.
As últimas negociações, que tiveram início em setembro, ocorrem no momento em que a maior montadora da Europa busca maneiras de cortar radicalmente custos na Alemanha para competir melhor com rivais asiáticos mais baratos que entraram em seu mercado doméstico.
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Cerca de 68 mil trabalhadores da montadora cruzaram os braços por quatro horas na segunda-feira em Wolfsburg, informou o sindicato IG Metall.
O IG Metall disse que nunca houve nenhuma greve real com duração de 24 horas ou mais além das chamadas “paralisações de advertência”, que são sinalizadas com antecedência e têm duração limitada.
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Os trabalhadores, que rejeitam qualquer corte nos salários ou fechamento de fábricas da empresa na Alemanha, podem aumentar a pressão sobre a Volkswagen, eventualmente realizando greves de 24 horas e até mesmo greves de duração indeterminada.
Corte de custos
A Volkswagen insiste que a capacidade e os cortes salariais são necessários porque a demanda por carros na Europa caiu, enquanto os custos na Alemanha tornam impossível competir com os novos rivais da China.
“Continuamos precisando reduzir custos, reduzir o excesso de capacidade”, disse Meiswinkel antes das negociações.
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Na semana passada, o presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, defendeu as decisões do grupo Volkswagen como necessárias em um ambiente de rápidas mudanças, dizendo que a administração não pode operar “em um mundo de fantasia”.
Embora o impacto total das greves não esteja claro, o sindicato disse que várias centenas de carros não foram fabricados somente na fábrica de Wolfsburg.