Venezuela solta 3 ex-policiais após 23 anos; país tem mais de 400 presos políticos

Héctor Rovaín, Erasmo Bolívar e Luis Molina deixaram o complexo de Fénix, após anúncio do governo de que até 300 presos seriam soltos

Equipe InfoMoney

Gabriel Quero posiciona um retrato gerado por IA de sua mãe, Carmen Navas, e de seu irmão, Víctor Quero, durante o funeral de Carmen, que morreu pouco depois de as autoridades confirmarem que Víctor havia morrido sob custódia do Estado, após quase um ano em que ela passou procurando por ele, em Caracas, Venezuela, 19 de maio de 2026. REUTERS/Gaby Oraa TPX IMAGES OF THE DAY
Gabriel Quero posiciona um retrato gerado por IA de sua mãe, Carmen Navas, e de seu irmão, Víctor Quero, durante o funeral de Carmen, que morreu pouco depois de as autoridades confirmarem que Víctor havia morrido sob custódia do Estado, após quase um ano em que ela passou procurando por ele, em Caracas, Venezuela, 19 de maio de 2026. REUTERS/Gaby Oraa TPX IMAGES OF THE DAY

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O governo da Venezuela libertou três ex-agentes da Polícia Metropolitana de Caracas após 23 anos de prisão, encerrando um dos casos de detenção mais longos do país.

Héctor Rovaín, Erasmo Bolívar e Luis Molina deixaram na terça-feira o complexo de Fénix, no estado de Lara, após anúncio do governo de que até 300 presos seriam soltos, entre idosos e doentes.

O regime, porém, evita classificá-los como presos políticos e insiste que todos foram condenados por crimes comuns.

Os três foram responsabilizados por um caso de 11 de abril de 2002, em Caracas, quando 19 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas durante a crise que quase derrubou Hugo Chávez.

Familiares e opositores sempre trataram o caso como exemplo de perseguição política e de um Judiciário alinhado ao chavismo. Ao deixar a prisão, Bolívar falou em “Via Crucis” e pediu que as famílias de outros presos mantenham a pressão e a esperança.

Entidades de direitos humanos estimam que mais de 400 presos políticos continuem detidos na Venezuela, entre civis e militares.

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Em paralelo, o governo de Delcy Rodríguez tenta apresentar as libertações como sinal de abertura, enquanto críticos lembram que muitos dos atuais dirigentes atuaram ou se beneficiaram do aparato repressivo.