UE quer aliviar impacto da energia pela guerra no Irã com cortes de impostos

A Comissão Europeia propôs facilitar cortes tributários para indústrias e famílias e coordenar o estoque de gás, buscando mitigar a alta de preços causada pelo conflito com o Irã

Reuters

Bandeira da União Europeia (Foto: Christian Lue/Unsplash)
Bandeira da União Europeia (Foto: Christian Lue/Unsplash)

Publicidade

BRUXELAS, 22 Abr (Reuters) – ⁠A Comissão Europeia estabeleceu planos nesta quarta-feira ⁠para reduzir os impostos sobre a eletricidade e coordenar ‌o reabastecimento de verão do armazenamento de gás dos países, enquanto procura aliviar as consequências da guerra do Irã na ‌energia.

Os planos publicados mostram que a UE evitará, por enquanto, grandes intervenções no mercado, como limitar os preços do gás ou tributar os lucros extraordinários das empresas de energia – medidas usadas em 2022, quando a Rússia cortou o fornecimento de ⁠gás ‌e os preços atingiram níveis recordes.

A Comissão disse que vai ⁠alterar as regras da UE para garantir que a eletricidade seja menos tributada do que o gás e tornará mais fácil para os governos reduzirem a zero os impostos sobre a eletricidade das indústrias e das famílias ​vulneráveis, a fim de reduzir suas contas, confirmando os planos relatados anteriormente pela Reuters.

A Comissão publicará propostas legais para ​alterar as regras tributárias em maio. As mudanças tributárias exigem a aprovação unânime dos países da UE, o que dificulta sua aprovação.

A forte dependência da Europa em relação às importações de petróleo e gás a deixou exposta a uma ‌espiral de preços desde que o ​Estreito de Ormuz, uma rota vital de transporte de combustível, foi efetivamente fechado. Os preços do gás na Europa aumentaram cerca de 30% desde o ⁠início da guerra ​entre os EUA ​e Israel com o Irã, em 28 de fevereiro.

Ainda assim, os preços do gás ⁠permanecem muito abaixo dos níveis ​de 2022 e, até o momento, a crise do Irã não provocou escassez de combustível na Europa, embora as companhias aéreas tenham ​alertado que a escassez de combustível de aviação pode surgir em semanas. Os maiores fornecedores de petróleo ​e gás da UE – ⁠os EUA e a Noruega – estão fora do Oriente Médio.

Continua depois da publicidade

Bruxelas disse que também ⁠coordenará os esforços dos países para encher os estoques de gás nos próximos meses, para evitar picos de preços quando muitas empresas correm para comprar gás ao mesmo tempo. A Comissão aconselhará os países sobre quando e onde liberar os estoques emergenciais de ​petróleo.