UE ampliará sanções sobre Irã para responsáveis por bloquear Ormuz

Teerã fechou efetivamente o estreito depois do início dos ⁠ataques ‌de Estados Unidos e de Israel contra ⁠o país em 28 de fevereiro

Reuters

Imagem aérea do Estreito de Ormuz, onde passam navios petroleiros (Foto: Gallo Images/Orbital Horizon/Copernicus Sentinel Data 2026/Getty Images/Project Syndicate)
Imagem aérea do Estreito de Ormuz, onde passam navios petroleiros (Foto: Gallo Images/Orbital Horizon/Copernicus Sentinel Data 2026/Getty Images/Project Syndicate)

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BRUXELAS/PARIS, 20 Abr (Reuters) – A ⁠União Europeia ampliará os critérios de suas ‌sanções contra o Irã para incluir os responsáveis pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, ‌que está praticamente fechado há quase dois meses, afetando os mercados globais de energia e commodities, disseram dois diplomatas da UE.

Teerã fechou efetivamente o estreito depois do início dos ⁠ataques ‌de Estados Unidos e de Israel contra ⁠o país em 28 de fevereiro, cortando cerca de um quinto dos suprimentos mundiais de petróleo e gás natural liquefeito.

Mais de uma dúzia de navios-tanque navegaram por ​Ormuz depois que o Irã o declarou brevemente aberto na sexta-feira, mas o acordo ​de cessar-fogo foi colocado em risco depois que os Estados Unidos apreenderam um navio de carga iraniano enquanto mantinham seu próprio bloqueio militar aos portos iranianos.

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‘Houve um ‌acordo político entre os embaixadores ​de que nós realmente mudaríamos os critérios do regime de sanções do Irã para que pudéssemos também listar pessoas ⁠e entidades ​responsáveis pela ​obstrução da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz’, disse ⁠um dos diplomatas.

Uma segunda ​fonte diplomática disse que o Serviço Europeu de Ação Externa precisaria de algumas semanas para preparar ​qualquer nova listagem. O SEAE é responsável por colocar pessoas e empresas sob ​sanções, enquanto ⁠a Comissão Europeia lida com restrições setoriais.

Em janeiro, a UE ⁠designou a Guarda Revolucionária do Irã como uma organização terrorista e, em março, listou autoridades iranianas por violações de direitos humanos.