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KIEV, 20 Jan (Reuters) – A Ucrânia estabelecerá um sistema que permitirá que seus aliados treinem modelos de inteligência artificial nos valiosos dados de combate de Kiev coletados durante a guerra de quase quatro anos com a Rússia, disse o recém-nomeado ministro ucraniano da Defesa, Mykhailo Fedorov.
O ministro, que na semana passada assumiu o cargo para conduzir reformas nas forças armadas da Ucrânia, descreveu o acervo de dados de guerra de Kiev como uma de suas ‘cartas’ nas negociações com outras nações.
Desde a invasão da Rússia em fevereiro de 2022, a Ucrânia reuniu muitas informações sobre o campo de batalha, incluindo estatísticas de combate registradas sistematicamente e milhões de horas de filmagens de drones capturadas de cima.
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Esses dados são importantes para o treinamento de modelos de IA, que exigem grandes volumes de informações do mundo real para identificar padrões e prever como as pessoas ou objetos podem agir em várias situações.
‘Hoje, os dados da linha de frente têm um valor extraordinário’, disse Fedorov a jornalistas em comentários liberados para divulgação nesta terça-feira. ‘Construiremos um sistema no qual eles (aliados) poderão treinar seus produtos de software usando nossos dados.’
Fedorov disse anteriormente que a Ucrânia estava usando a tecnologia de IA da empresa norte-americana de análise de dados Palantir para aplicações militares e civis.
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Ao delinear seus planos para o Ministério da Defesa em tempo de guerra após sua nomeação, ele disse que quer integrar ‘mais ativamente’ os aliados em projetos. Ele disse que sua equipe está recebendo conselhos do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais e da RAND nos EUA, bem como do Royal United Services Institute do Reino Unido.
Fedorov também disse que a Ucrânia testará seu substituto local para o drone Mavic, da chinesa DJI, neste mês. O drone é amplamente utilizado para reconhecimento aéreo nas linhas de frente por ambos os lados. Ele não revelou o fabricante do novo equipamento.
A Ucrânia já havia levantado preocupações sobre a dependência de Pequim para drones e componentes, dado o aprofundamento dos laços diplomáticos da China com a Rússia.
‘Teremos nosso próprio análogo do Mavic: a mesma câmera, mas com um alcance de voo maior’, disse Fedorov.