Trump vê cessar-fogo na Ucrânia em breve e diz que guerra pode acabar antes da do Irã

Questionado sobre qual guerra acabaria primeiro, contudo, respondeu: "Talvez em cronogramas parecidos"

Estadão Conteúdo

Equipes de resgate trabalham no local de um prédio de apartamentos atingido por um drone russo e um ataque de míssil, em meio ao ataque da Rússia à Ucrânia, em Dnipro, Ucrânia, em 25 de abril de 2026. REUTERS/Stringer
Equipes de resgate trabalham no local de um prédio de apartamentos atingido por um drone russo e um ataque de míssil, em meio ao ataque da Rússia à Ucrânia, em Dnipro, Ucrânia, em 25 de abril de 2026. REUTERS/Stringer

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 29, que acredita que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, poderá anunciar “um pequeno cessar-fogo” na guerra com a Ucrânia em breve e sugeriu que o conflito pode terminar em prazo semelhante, ou até antes, ao da guerra entre EUA-Israel e Irã. Questionado sobre qual guerra acabaria primeiro, contudo, respondeu: “Talvez em cronogramas parecidos”.

Trump disse ter conversado com Putin sobre a Ucrânia e o Irã mais cedo e classificou o diálogo como “uma ótima conversa”. Segundo ele, afirmou ao líder russo que preferia que Moscou ajudasse a encerrar a guerra na Ucrânia e acrescentou que Putin “parece, sim, querer acabar com a guerra”.

Sobre o Irã, Trump afirmou que o país ainda mantém “uma pequena porcentagem” de suas instalações de fabricação de mísseis, mas disse que a economia iraniana está “desmoronando”, com moeda “sem valor” e inflação elevada.

O republicano reiterou que “tudo o que o Irã precisa fazer para encerrar a guerra é se render” e afirmou que nunca haverá um acordo com o país persa sem o compromisso de não desenvolver armas nucleares. Apesar do tom duro, disse que Washington e Teerã seguem conversando por telefone e que “estamos em negociações com eles agora”.

Trump também elogiou o bloqueio marítimo americano no Estreito de Ormuz, classificando a medida como “genial” e “à prova de falhas”.

Trump comemorou a saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), classificando-a como “ótima” e que ajudará a reduzir os preços da gasolina e do petróleo. Ontem, a Capital Economics avaliou que a decisão aproxima Abu Dhabi dos EUA e de Israel.

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Na política monetária, minutos após o Federal Reserve (Fed) manter os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75%, Trump voltou a pressionar por afrouxamento e disse que “agora é um ótimo momento para reduzir as taxas de juros”, argumentando que o país é destino de “grandes investimentos”.