Trump terá encontro com Xi Jinping em Pequim em maio, diz Casa Branca

Reunião entre líderes dos EUA e da China foi adiada em cerca de seis semanas e está marcada para 14 e 15 de maio; conflito com o Irã influenciou remarcação da agenda

Gabriel Garcia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, durante uma reunião bilateral no Aeroporto Internacional de Gimhae, em Busan, Coreia do Sul 30/10/2025 (Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, durante uma reunião bilateral no Aeroporto Internacional de Gimhae, em Busan, Coreia do Sul 30/10/2025 (Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein)

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A Casa Branca anunciou nesta quarta-feira (25) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, se reunirão em Pequim nos dias 14 e 15 de maio.

O encontro, aguardado há meses por investidores e diplomatas, será a próxima oportunidade para as duas maiores potências do mundo discutirem temas sensíveis da relação bilateral, em meio a um cenário de tensões geopolíticas elevadas.

Segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, Trump irá à China acompanhado da primeira-dama, Melania Trump. Além da viagem a Pequim, está prevista uma “visita recíproca” de Xi a Washington, em data a ser definida ainda neste ano.

A expectativa é que as duas cúpulas sirvam para calibrar a relação entre EUA e China em áreas como comércio, tecnologia, segurança regional e guerra da informação.

O encontro em Pequim representa um adiamento em relação ao plano original: o governo americano trabalhava com a realização da cúpula ainda entre o fim de março e o início de abril.

Em meados deste mês, porém, Trump afirmou publicamente que havia pedido o adiamento “em cerca de um mês” por causa da guerra com o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel lançaram ataques contra alvos iranianos.

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Questionada nesta quarta-feira se a nova data da viagem à China indica expectativa de arrefecimento do conflito até meados de maio, Leavitt respondeu: “Sempre estimamos aproximadamente de quatro a seis semanas, então dá para fazer as contas”.