Trump suspende tarifas contra o Canadá por três dias e cita possibilidade de acordo

Trump justificou a decisão com base no fato de que os dois países "têm um ACORDO", ainda sujeito à "finalização dos documentos"

Publicidade

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ter suspendido a tarifa de importação de 50% sobre produtos do Canadá que entraria em vigor nesta quarta-feira (19). A pausa vale por três dias, informou o líder americano na terça-feira (18) em publicação na rede Truth Social.

Trump justificou a decisão com base no fato de que os dois países “têm um ACORDO”, ainda sujeito à “finalização dos documentos”.

“O grande Oleoduto Keystone XL, há muito tempo enterrado pelo ‘Joe Biden Dorminhoco’, pode ser despertado da tumba!”, afirmou Trump, em referência ao projeto de um oleoduto entre Alberta, no Canadá, e Steele City (Nebraska), nos Estados Unidos, que foi engavetado em 2021, na gestão do então presidente Joe Biden.

As tarifas abrangeriam produtos como laticínios, bebidas alcoólicas e móveis — cerca de 5% do valor total das importações americanas do Canadá no ano passado.

O adiamento de três dias ocorre após dias de reuniões. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, e Trump conversaram na segunda e terça, enquanto as negociações continuavam. Carney descreveu as conversas com o governo Trump como “muito delicadas e intensas”.

Em um comunicado divulgado na noite de terça, Carney confirmou que as tarifas foram adiadas até o final do dia 21 de agosto. “Progressos substanciais foram feitos, embora ainda haja trabalho importante a ser realizado”, disse ele.

Trump planejava se basear em uma lei pouco conhecida da década de 1930, que nunca havia sido usada para impor tarifas dessa forma. Esperava-se que o uso da lei pelo governo enfrentasse contestações judiciais.

A Câmara de Comércio dos EUA havia alertado na véspera que tarifas mais altas “prejudicariam ambas as economias, aumentariam os custos para as famílias americanas, interromperiam ainda mais as cadeias de suprimentos críticas e colocariam em risco os 13 milhões de empregos americanos que dependem do comércio” sob o Acordo Estados Unidos-Canadá-México (USMCA).

(com Estadão Conteúdo)