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(Bloomberg) — O presidente dos EUA, Donald Trump, está defendendo um leilão emergencial de energia elétrica no mercado atacadista que, segundo sua administração, obrigaria as empresas de tecnologia a pagar pela nova energia de que precisam para operar os enormes data centers de IA em construção pelo país.
A verdade é que Amazon.com Inc., Microsoft Corp., Alphabet Inc., Meta Platforms Inc., OpenAI e todas as outras grandes empresas de tecnologia por trás do boom de data centers de IA estão mais do que dispostas a desembolsar recursos para ampliar a geração de eletricidade. E já vêm fazendo isso.
“Não faltam dinheiro para elas”, disse o analista da Bloomberg Intelligence Anurag Rana, sobre as gigantes de tecnologia que impulsionam a corrida global por inteligência artificial. “Elas realmente não têm problema em financiar isso.” Amazon, Microsoft, Alphabet e Meta gastam, juntas, centenas de bilhões de dólares por ano em investimentos de capital, muito acima dos orçamentos de todo o setor de utilities.
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Ficção científica vira plano real: data centers de IA podem ser construídos no espaço
Na verdade, desenvolvedores de data centers já vinham dizendo que preferem comprar energia diretamente das redes elétricas do país, em vez de assinar contratos diretamente com geradoras. Isso porque as tarifas de rede podem ser mais baratas, as redes contam com recursos de backup e esses sistemas ajudam a estabilizar o fornecimento durante eventos climáticos extremos. Os hyperscalers (ou hiperescaladores, provedores de nuvem em larga escala) também têm firmado contratos para reativar usinas nucleares ou construir novas.
De um jeito ou de outro, a realidade é que as empresas de tecnologia têm tentado garantir energia de todas as fontes possíveis — tanto conectadas quanto fora das redes — já que a demanda de energia para data centers deve triplicar até 2035.
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“Concordamos que os data centers devem pagar a sua própria conta”, disse um porta-voz do Google à Bloomberg. “Para nós, isso é o básico.” O principal advogado da Amazon, David Zapolsky, também elogiou o plano de Trump em uma postagem no LinkedIn, descrevendo-o como uma forma de enfrentar os “desafios de uma rede elétrica ultrapassada na América”.
Ao defender o leilão, Trump pode estar resolvendo um problema de relações públicas para as empresas de tecnologia, segundo analistas.
O setor e seus fornecedores de energia vêm sendo criticados pelo aumento das contas de luz e pelos possíveis impactos ambientais de novas usinas. Um leilão como o proposto por Trump permitiria que essas empresas contornassem a resistência política a projetos individuais.
“Isso pode ser uma forma mais rápida de simplesmente atacar o problema, em vez de lidar com toda essa resistência e os problemas associados”, disse Paul Patterson, analista de utilities da Glenrock Associates LLC.
Pelo plano de Trump, a operadora de rede PJM Interconnection LLC fará um leilão em que empresas de tecnologia disputarão contratos de 15 anos para nova capacidade de geração de energia. Esse tipo de contrato é exatamente o que os desenvolvedores de data centers buscam, oferecendo “mais estabilidade, mais certeza e mais previsibilidade sobre qual será o preço”, disse Patterson.
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