Trump prevê acordo de paz no domingo; Irã questiona momento

Trump diz que acordo para encerrar guerra será assinado no domingo; Irã questiona momento escolhido

Reuters

Presidente dos EUA, Donald Trump
21 de maio de 2026
REUTERS/Kevin Lamarque
Presidente dos EUA, Donald Trump 21 de maio de 2026 REUTERS/Kevin Lamarque

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DUBAI/WASHINGTON, 13 Jun (Reuters) – O ⁠presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Paquistão, ‌mediador do acordo, disseram neste sábado que um acordo preliminar para encerrar a guerra no Oriente Médio deve ser assinado ‌no domingo, embora o Irã tenha negado que a assinatura deva ocorrer tão cedo.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou que os dois lados concordaram com uma estrutura principal para um acordo de paz e que Islamabad está se preparando para uma ⁠assinatura ‌eletrônica no domingo, seguida de conversas em nível técnico na ⁠próxima semana.

Trump também afirmou em uma publicação nas redes sociais que o acordo com o Irã está previsto para ser assinado no domingo e que o Estreito de Ormuz, via crucial para o abastecimento global de petróleo ​bloqueado pelo Irã, deve ser imediatamente ‘aberto a todos’ após a assinatura.

No início deste sábado, o porta-voz do Ministério das ​Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, tratou comentários sobre o momento da assinatura com cautela.

‘Teremos que esperar para ver a data exata da assinatura do memorando de entendimento, embora não deva ser amanhã’, disse Baghaei, citado pela mídia estatal.

‘A ‌possibilidade de isso acontecer nos próximos dias ​não pode ser descartada. No entanto, devido à hesitação da outra parte, devemos ser cautelosos ao fazer qualquer comentário sobre esse processo.’

Uma autoridade norte-americana que ⁠falou com jornalistas ​posteriormente se recusou ​a comentar sobre o momento exato, mas disse: ‘É um ótimo acordo e um acordo ⁠muito vantajoso.’

Não é a primeira ​vez que os dois lados parecem estar perto de um acordo inicial para pôr fim à guerra iniciada em 28 de fevereiro ​com ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã. Mas Sharif escreveu no X que ‘estamos mais ​perto de um ⁠acordo de paz do que nunca.’

A guerra fez com que os preços globais da ⁠energia subissem drasticamente e matou milhares de pessoas, principalmente no Irã e no Líbano, onde o conflito reacendeu a rivalidade entre Israel e os militantes do Hezbollah, alinhados ao Irã.

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