Trump pressiona Irã por acordo nuclear após envio de Armada ao país

Presidente diz que frota liderada pelo porta-aviões Abraham Lincoln está pronta para agir enquanto pressiona Teerã a negociar acordo nuclear

Estadão Conteúdo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala com membros da imprensa antes de embarcar no Air Force One com destino a Washington, no Aeroporto Internacional de Palm Beach, em West Palm Beach, Flórida, EUA, em 19 de janeiro de 2026. REUTERS/Kevin Lamarque
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala com membros da imprensa antes de embarcar no Air Force One com destino a Washington, no Aeroporto Internacional de Palm Beach, em West Palm Beach, Flórida, EUA, em 19 de janeiro de 2026. REUTERS/Kevin Lamarque

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã nesta quarta-feira (28) ao afirmar que uma “grande armada” naval americana está se deslocando rapidamente em direção ao país, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. Em publicação na Truth Social, Trump disse que a frota é “maior do que a enviada à Venezuela” e é liderada pelo porta-aviões Abraham Lincoln.

Segundo o presidente, a armada segue “com grande poder, entusiasmo e propósito” e está “pronta, disposta e capaz de cumprir rapidamente sua missão, com velocidade e violência, se necessário”. Trump afirmou esperar que Teerã aceite negociar rapidamente um acordo “justo e equitativo”, que exclua de forma explícita o desenvolvimento de armas nucleares. “O tempo está se esgotando”, ultimou, ao ressaltar que a situação é “realmente essencial”.

Na mensagem, Trump também fez referência a uma ofensiva anterior contra o Irã, a Operação Midnight Hammer, realizada em junho do ano passado, descrita como de “grande destruição”, e advertiu que um novo ataque seria “muito pior”. “Façam um acordo. Eles não fizeram, e houve a operação. O próximo ataque será muito mais grave. Não deixem isso acontecer novamente”, disse.

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A nova ameaça ocorre um dia após Trump afirmar, em entrevista, que espera não precisar usar a “grande armada” naval contra o Irã, embora tenha mantido a pressão militar enquanto sinaliza abertura à via diplomática. O envio do grupo de ataque do porta-aviões Abraham Lincoln ao Oriente Médio ampliou as opções militares dos EUA, segundo autoridades de defesa, em um momento de forte instabilidade interna no Irã.

O país persa vive uma onda de protestos contra o governo, com mais de 6 mil mortos, de acordo com organizações de direitos humanos, número contestado pelo regime iraniano. Paralelamente, há relatos de contatos informais entre autoridades iranianas e o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, embora Teerã diga que não há negociações formais em curso.