Publicidade
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu nesta segunda-feira que os controladores de tráfego aéreo voltassem ao trabalho, enquanto os viajantes enfrentavam mais um dia de cancelamentos de voos, que o governo ordenou para administrar a falta de pessoal durante a paralisação do governo.
Ameaçando reduzir o salário de qualquer controlador que não voltar, Trump disse que concederia um bônus de US$10.000 àqueles que não tiraram folga durante os 41 dias de paralisação, e que aceitaria a demissão dos demais.

BBC pede desculpas, mas Trump ameaça processar emissora por edição de discurso
A BBC pediu desculpas por uma edição enganosa de declarações de Trump, no mais recente escândalo a levantar dúvidas sobre o futuro da emissora britânica

Trump perdoa Giuliani e outros aliados acusados de tentar anular sua derrota em 2020
Presidente dos EUA disse que a medida acabaria com ‘uma grave injustiça nacional’ e ‘continuaria o processo de reconciliação nacional’
‘Todos os controladores de tráfego aéreo devem voltar ao trabalho, AGORA!!! Qualquer um que não o fizer terá seu salário substancialmente reduzido’, escreveu Trump nas redes sociais. ‘APRESENTEM-SE AO TRABALHO IMEDIATAMENTE.’
Continua depois da publicidade
A paralisação do governo dos EUA, a mais longa da história do país, forçou 13.000 controladores de tráfego aéreo e 50.000 agentes da Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) a trabalharem sem remuneração. Alguns estão ausentes porque têm um segundo emprego ou não podem pagar por uma creche para os filhos.
Cerca de 20% a 40% dos controladores estiveram ausentes em um determinado dia nos 30 maiores aeroportos dos EUA durante a paralisação, informou a FAA na semana passada.
As ações das maiores companhias aéreas dos EUA, incluindo American Airlines, Delta Airlines e United Airlines, viraram para o negativo após a publicação de Trump nas redes sociais.
As autoridades disseram que não estava claro como a Casa Branca poderia negar o pagamento sob o contrato do sindicato dos controladores assim que o governo reabrisse, como Trump ameaçou, ou como o presidente pagaria pelos bônus de US$10.000.
As companhias aéreas cancelaram cerca de 2.000 voos nesta segunda-feira, e esse número deve aumentar, pois a FAA ordenou que os cortes de voos aumentassem para 10% na sexta-feira. Uma tempestade de inverno em Chicago também estava prejudicando as viagens aéreas.
O FlightAware, um site de rastreamento de voos, informou que até as 15h (horário de Brasília), 5.825 voos também estavam atrasados na segunda-feira, depois que 2.950 voos foram cancelados e quase 11.200 atrasados no domingo — no pior dia para interrupções de voos desde o início da paralisação do governo em 1º de outubro.
Continua depois da publicidade
Questionado sobre os comentários de Trump, o presidente da Associação Nacional de Controladores de Tráfego Aéreo, Nick Daniels, disse nesta segunda-feira que os controladores apreciariam qualquer reconhecimento. ‘Trabalharemos com a administração…. Os controladores de tráfego aéreo continuarão a se apresentar durante essa paralisação’, disse.
As companhias aéreas pediram a aprovação rápida de um projeto de lei que o Senado dos EUA votou no domingo para reabrir o governo. Não ficou claro quando Duffy suspenderia as restrições de voo.
‘A paralisação do governo deve terminar, assim como os transtornos causados aos nossos clientes e aos funcionários federais que estão sendo forçados a trabalhar sem remuneração’, disse o presidente-executivo da Southwest, Bob Jordan.
Continua depois da publicidade
A American Airlines disse que mais de 250.000 voos de clientes foram cancelados ou atrasados no fim de semana. ‘Isso é simplesmente inaceitável e todos merecem algo melhor’, disse o diretor de operações da American, David Seymour, aos funcionários.