Trump nega que ataque de Israel contra Hamas no Catar tenha sido decidido por ele

Presidente dos EUA afirmou que ação foi decisão de Netanyahu, elogiou o Catar como aliado estratégico e pediu fim imediato da guerra com libertação de reféns

Reuters

Presidente dos EUA, Donald Trump, embarca no avião presidencial para viagem ao Alasca na base aérea de Andrews, em Maryland
15/08/2025 REUTERS/Kevin Lamarque
Presidente dos EUA, Donald Trump, embarca no avião presidencial para viagem ao Alasca na base aérea de Andrews, em Maryland 15/08/2025 REUTERS/Kevin Lamarque

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou que o ataque israelense contra o Hamas em Doha, no Catar, tenha sido uma decisão dele e garantiu que episódios semelhantes não voltarão a ocorrer no território do aliado americano. Em publicação na Truth Social, Trump declarou que essa foi uma decisão “tomada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, não foi uma decisão tomada por mim”.

O republicano ressaltou que “bombardear unilateralmente dentro do Catar, uma nação soberana e aliada próxima dos EUA, que está trabalhando muito arduamente e assumindo riscos corajosamente conosco para intermediar a paz, não avança os objetivos de Israel nem dos EUA”.

Trump ainda disse que determinou ao enviado especial Steve Witkoff que alertasse os cataris sobre a ofensiva. “O que ele fez, porém, infelizmente tarde demais para impedir o ataque.” O presidente classificou o Catar como um “forte aliado e amigo dos EUA”, e afirmou ter se sentido “muito mal” em relação ao local do ataque.

Na mesma mensagem, Trump pediu o fim imediato da guerra com a liberação de todos os reféns mantidos pelo Hamas. Ele relatou ter conversado com Netanyahu logo após o episódio. “O premiê me disse que deseja fazer a paz. Acredito que este incidente infeliz possa servir como uma oportunidade para a PAZ”, afirmou.

Trump também acrescentou que falou com o emir do Catar, Tamim bin Hamad al Thani, a quem agradeceu pelo “apoio e amizade” aos EUA. “Assegurei que algo assim não acontecerá novamente em seu território”, escreveu. Segundo o presidente, o secretário de Estado, Marco Rubio, foi instruído a finalizar um Acordo de Cooperação em Defesa com o país do Golfo.