Trump mira reservas da Venezuela e negocia fatia em campos de petróleo

Discussões incluem a possibilidade de um arrendamento de até 100 anos de campos petrolíferos e fazem parte da estratégia de Washington para ampliar sua influência sobre o governo venezuelano após a queda de Nicolás Maduro

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Os Estados Unidos estão em negociações com a Venezuela para assumir uma participação relevante em seus campos de petróleo, em um movimento do governo Trump para ampliar sua influência sobre o governo pós-Maduro e sobre as vastas reservas energéticas do país.

Representantes dos dois países discutem o plano, segundo pessoas familiarizadas com o assunto que pediram anonimato devido ao caráter privado das conversas. Algumas delas afirmaram que uma das propostas em análise prevê um arrendamento de 100 anos de vários campos petrolíferos.

As negociações continuam em andamento, e os termos de um eventual acordo ainda podem mudar, acrescentaram as fontes.

A Casa Branca se recusou a comentar. Um representante do Ministério da Informação da Venezuela não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O site Axios informou anteriormente que o governo Trump estava em negociações com o governo interino venezuelano para obter participação nos recursos petrolíferos do país.

Embora um acordo desse tipo representasse uma intervenção quase sem precedentes dos Estados Unidos na economia de outro país, a iniciativa também estaria alinhada à chamada “Doutrina Donroe”, defendida pelo presidente Donald Trump para ampliar a influência americana no Hemisfério Ocidental.

As conversas ocorrem após a decisão de Trump, em janeiro, de capturar o presidente Nicolás Maduro, levá-lo aos Estados Unidos e instalar uma liderança mais alinhada a Washington em Caracas.

O acesso a grandes reservas venezuelanas ampliaria a oferta de petróleo dos EUA em um momento de forte volatilidade nos mercados energéticos, provocada pela guerra envolvendo o Irã e pelas tentativas de Teerã de restringir o tráfego comercial no Estreito de Ormuz.

O acordo também cumpriria uma promessa de Trump de controlar as vendas de petróleo venezuelano e manter os recursos obtidos em contas bancárias nos Estados Unidos. Desde a captura de Maduro, Washington flexibilizou sanções para permitir o retorno de empresas americanas e prestadoras de serviços do setor de petróleo à Venezuela.

Até o momento, os Estados Unidos não divulgaram quanto arrecadaram com as vendas de petróleo venezuelano.

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