Trump minimiza prazo dado a Putin para acabar guerra na Ucrânia: “Vai depender dele”

Em coletiva no Salão Oval, presidente condiciona sanções à decisão de Putin, evita confirmar reunião trilateral e acusa governo Biden de superestimar criação de empregos

Estadão Conteúdo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala sobre não ter usado um autopen após assinar uma proclamação que declara oficialmente este dia como o Dia Nacional do Purple Heart, durante um evento no Salão Leste da Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 7 de agosto de 2025. REUTERS/Jonathan Ernst
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala sobre não ter usado um autopen após assinar uma proclamação que declara oficialmente este dia como o Dia Nacional do Purple Heart, durante um evento no Salão Leste da Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 7 de agosto de 2025. REUTERS/Jonathan Ernst

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou o prazo que ele próprio deu para que o líder russo, Vladimir Putin, encerrasse o conflito na Ucrânia, antes que os EUA aplicassem sanções contra o país. “Vai depender de Putin”, respondeu, ao ser questionado pela segunda vez sobre o que ocorreria após o término desse prazo, que expira amanhã.

Questionado sobre uma possível reunião com Putin e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, Trump evitou confirmar se o encontro ocorrerá e disse não ter visto as declarações feitas hoje por Putin. “Putin não precisa se encontrar com Zelensky antes de se encontrar comigo”, afirmou.

A respeito das tarifas adicionais contra a Índia, o presidente afirmou que não haverá novas negociações até que “tudo seja resolvido”, sem fornecer mais detalhes.

Durante uma coletiva de imprensa convocada de última hora no Salão Oval para anunciar o que chamou de “grande anúncio econômico”, Trump exibiu gráficos que, segundo ele, indicariam que dados do Escritório de Estatísticas do Trabalho (BLS, na sigla em inglês) foram “superestimados” durante o governo Joe Biden.

Ao lado de Trump, o economista Stephen Moore afirmou que, com base em “novos dados”, o “BLS do governo Biden superestimou a criação de empregos em 1,5 milhão de postos de trabalho”, sem citar a origem das informações. Na semana passada, Trump demitiu a então chefe do BLS sob acusação de manipulação dos dados.