Trump: guerra com Venezuela continua possível “se eles forem tolos o suficiente”

Presidente afirmou à NBC News que possibilidade de conflito está “na mesa” e indicou mais ações contra embarcações ligadas ao governo Maduro

Reuters

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que está mantendo a possibilidade de guerra com a Venezuela sobre a mesa, de acordo com uma entrevista à NBC News publicada na sexta-feira.

“Não descarto essa possibilidade, não”, declarou ele à NBC News em uma entrevista por telefone.

Trump também afirmou que haverá novas apreensões de petroleiros perto das águas venezuelanas, segundo a entrevista. Os EUA apreenderam um petroleiro sancionado na costa da Venezuela na semana passada.

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“Se eles forem tolos o suficiente para continuar navegando, vão acabar voltando para um dos nossos portos”, disse ele à NBC News.

Na terça-feira, Trump ordenou um “bloqueio” de todos os petroleiros sancionados que entram e saem da Venezuela, na mais recente medida de Washington para aumentar a pressão sobre o governo de Nicolás Maduro, visando sua principal fonte de renda. O governo venezuelano, após a medida, rejeitou a “ameaça grotesca” de Trump.

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A campanha de pressão de Trump sobre Maduro inclui uma presença militar reforçada na região e mais de duas dezenas de ataques militares contra embarcações no Oceano Pacífico e no Mar do Caribe, perto da Venezuela, que mataram pelo menos 90 pessoas.

Trump também já afirmou que ataques terrestres dos EUA contra o país sul-americano começarão em breve.

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Em sua entrevista à NBC, Trump se recusou a dizer se a remoção de Maduro é seu objetivo final, declarando à NBC News: “Ele sabe exatamente o que eu quero”.

“Ele sabe melhor do que ninguém”, acrescentou Trump, referindo-se a Maduro. A reportagem não deu mais detalhes.

Maduro alega que a ação dos EUA visa derrubá-lo e obter o controle dos recursos petrolíferos do país membro da Opep, que são as maiores reservas de petróleo bruto do mundo.

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A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.