Trump diz que “salvou” Otan, critica Nobel e defende Conselho de Paz no lugar da ONU

Presidente americano afirma que ninguém fez mais pela aliança militar do que ele, reclama de tratamento “injusto” dos aliados e diz que deveria ter vencido o Nobel, controlado, segundo ele, pela Noruega

Estadão Conteúdo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, ao completar um ano de seu segundo mandato, em Washington, D.C., EUA, em 20 de janeiro de 2026. REUTERS/Jessica Koscielniak.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, ao completar um ano de seu segundo mandato, em Washington, D.C., EUA, em 20 de janeiro de 2026. REUTERS/Jessica Koscielniak.

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O presidente americano, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 20, que ninguém fez mais pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) do que ele, além de afirmar que o grupo não trata os EUA “de forma justa”, sem citar a questão da Groenlândia.

“Se eu não tivesse chegado, não haveria Otan agora. Teria ficado no monte de cinzas da história”, comentou ele, em coletiva sobre balanço de seu primeiro ano no segundo mandato presidencial.

O republicano também voltou a dizer que acabou com “oito guerras”, e por isso deveria ter ganhado o Nobel da Paz. “A Noruega controla o Nobel e isso é uma piada”, acrescentou. O prêmio, contudo, é concedido por um Comitê Nobel independente, e não pelo governo norueguês.

Ainda de acordo com Trump, as Nações Unidas nunca ajudaram os EUA a acabar com nenhuma guerra e sua administração conseguiu “reconstruir o setor militar” americano. “Conselho de Paz pode substituir as Nações Unidas”, defendeu o republicano.

Na ocasião, Trump também confirmou ter convidado o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva para participar do Conselho de Paz, ao ser questionado, sem dar mais detalhes.