Trump diz que “ninguém” atacou escola de meninas no Irã “de propósito”

Caso é investigado pelo Pentágono após apuração inicial apontar forças dos EUA como prováveis responsáveis

Reuters

Escola danificada por um ataque em 28 de fevereiro, em Minab, no Irã
21 de maio de 2026
Majid Asgaripour/WANA (Agência de Notícias da Ásia Ocidental) via REUTERS
Escola danificada por um ataque em 28 de fevereiro, em Minab, no Irã 21 de maio de 2026 Majid Asgaripour/WANA (Agência de Notícias da Ásia Ocidental) via REUTERS

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O presidente dos Estados Unidos, ⁠Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que “ninguém” atacou propositalmente ‌uma escola para meninas no Irã em fevereiro, citando uma investigação sobre o incidente.

A Reuters ‌foi a primeira a noticiar que uma investigação interna inicial das Forças Armadas dos EUA indicava que as forças norte-americanas provavelmente foram responsáveis pelo ataque fatal em Minab, no sul do Irã. ⁠Desde ‌então, o Pentágono ampliou a investigação, mas ⁠não confirmou nenhuma conclusão preliminar.

O ataque de 28 de fevereiro, primeiro dia do conflito, matou mais de 175 crianças e professores, segundo autoridades iranianas.

“Isso está sob investigação”, disse Trump ​em uma coletiva de imprensa à margem da conferência do G7 em Evian-les-Bains, na França, ​acrescentando que erros acontecem na guerra. “Ninguém fez isso de propósito.”

Trump inicialmente alegou, sem provas, que o Irã seria o responsável. Desde então, vem dizendo que não sabe o suficiente ‌sobre o ataque, que uma investigação ​está em andamento e que aceitará os resultados da investigação.

No mês passado, o chefe do Comando Central dos EUA ⁠disse que a ​investigação sobre ​o ataque à escola para meninas tem sido “complexa”, dado que ela ⁠estava localizada em uma ​base ativa de mísseis de cruzeiro iraniana, mas que a investigação está chegando ao fim.

Cópias arquivadas do ​site oficial da escola mostram que ela fica ao lado de um complexo ​operado pela Guarda ⁠Revolucionária Islâmica, força militar que se reporta ao líder supremo do ⁠Irã.

Citando fontes familiarizadas com o assunto, a Reuters informou que as autoridades norte-americanas responsáveis pela elaboração dos planos de ataque parecem ter utilizado informações de inteligência desatualizadas.