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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu a procuradora-geral Pam Bondi nesta quinta-feira (2). Ele anunciou a saída de Bondi por meio de uma publicação em sua rede social Truth Social.
“Pam Bondi é uma grande patriota americana e uma amiga leal, que serviu fielmente como minha Procuradora-Geral ao longo do último ano. Pam fez um trabalho extraordinário (…) Nós amamos Pam, e ela fará a transição para um novo cargo muito necessário e importante no setor privado, que será anunciado em breve”, escreveu o presidente.

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Segundo Trump, por enquanto o vice-procurador-geral, Todd Blanche, assumirá o cargo de forma interina. A CNBC apurou que o presidente considera indicar para a posição Lee Zeldin, atualmente à frente da Agência de Proteção Ambiental.
A rede americana também aponta que a saída de Pam Bondi teria ocorrido porque Trump estaria descontente com a forma como ela vem lidando com os arquivos de Jeffrey Epstein por meio do Departamento de Justiça. O presidente também estaria insatisfeito com a falha do órgão em processar seus inimigos políticos.
Durante seu mandato como principal agente da lei dos EUA, Bondi foi uma defensora combativa da agenda de Trump e rompeu com a tradição de longa data do Departamento de Justiça (DOJ, na sigla em inglês) de independência em relação à Casa Branca em suas investigações.
Foram, porém, as repetidas críticas sobre os arquivos de Epstein — inclusive de aliados de Trump e de alguns parlamentares republicanos — que passaram a dominar seu mandato. Bondi foi acusada de encobrir ou administrar mal a divulgação de registros sobre as investigações de tráfico sexual do DOJ envolvendo Epstein, um financista que mantinha laços com uma série de figuras ricas e poderosas.
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Há poucas semanas, Donald Trump também demitiu Kristi Noem, então secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos. Ela foi afastada após a repercussão negativa da atuação da polícia migratória, especialmente no estado de Minnesota, onde dois cidadãos americanos foram mortos por agentes federais.
*Com informações da Reuters.