Trump critica show do Super Bowl e diz que Bad Bunny e Green Day “semeiam ódio”

Presidente diz que artistas “semeiam ódio”, confirma ausência na final da NFL e reacende embate cultural em torno do evento esportivo

Marina Verenicz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala com membros da imprensa antes de embarcar no Air Force One com destino a Washington, no Aeroporto Internacional de Palm Beach, em West Palm Beach, Flórida, EUA, em 19 de janeiro de 2026. REUTERS/Kevin Lamarque
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala com membros da imprensa antes de embarcar no Air Force One com destino a Washington, no Aeroporto Internacional de Palm Beach, em West Palm Beach, Flórida, EUA, em 19 de janeiro de 2026. REUTERS/Kevin Lamarque

Publicidade

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou publicamente a escolha de Bad Bunny e da banda Green Day como atrações musicais do Super Bowl LX, marcado para 8 de fevereiro, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia.

Em entrevista ao New York Post, Trump afirmou ser contrário aos dois artistas e classificou a curadoria musical como inadequada. “Sou contra eles. Acho que é uma escolha péssima. Tudo o que isso faz é semear ódio. Péssimo”, declarou o presidente.

Apesar das críticas, Trump disse que não pretende comparecer ao jogo e afirmou que a decisão não está relacionada às atrações, mas à distância entre Washington e a Califórnia.

A presença de Bad Bunny no evento já vinha gerando reações políticas antes mesmo das declarações do presidente. Após ser anunciado como atração do intervalo, o cantor participou do programa Saturday Night Live, onde fez a maior parte do monólogo em inglês, mas utilizou o espanhol para comentar sua empolgação com o Super Bowl. Em seguida, afirmou que quem não entendeu teria até o dia do jogo para aprender o idioma.

A fala provocou reação da deputada Marjorie Taylor Greene, que disse ter apresentado uma proposta para tornar o inglês a única língua oficial dos Estados Unidos, vinculando diretamente a iniciativa à escolha do artista porto-riquenho.

Já o Green Day, escalado para a cerimônia de abertura, mantém histórico de embates com governos republicanos. A banda ganhou projeção política com o álbum American Idiot (2004), cuja faixa-título foi escrita como crítica ao então presidente George W. Bush, em meio à Guerra do Iraque.

Continua depois da publicidade

Mais recentemente, em agosto, o vocalista Billie Joe Armstrong afirmou que a música segue atual sob Trump e voltou a atacar o presidente, chamando-o de “um completo idiota”.