Trump critica preço de ingresso da estreia dos EUA na Copa e diz que “não pagaria”

FIFA é alvo de críticas por cobrar a partir de US$ 1.120 na abertura da seleção americana em Los Angeles; Infantino defende “preços de mercado” e cita sucesso nas vendas

Equipe InfoMoney

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, seguram um ingresso simbólico para a final da Copa do Mundo de 2026, entregue a Trump, enquanto o presidente faz um anúncio sobre o torneio. Ao fundo, está a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem. A foto foi tirada no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, D.C., em 22 de agosto de 2025. REUTERS/Jonathan Ernst
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, seguram um ingresso simbólico para a final da Copa do Mundo de 2026, entregue a Trump, enquanto o presidente faz um anúncio sobre o torneio. Ao fundo, está a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem. A foto foi tirada no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, D.C., em 22 de agosto de 2025. REUTERS/Jonathan Ernst

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Os altos preços dos ingressos para a estreia da seleção dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026, contra o Paraguai em Los Angeles, ganharam contorno político. Em entrevista ao New York Post, o presidente Donald Trump afirmou que “não pagaria” os valores cobrados pela FIFA para o jogo no SoFi Stadium, mesmo dizendo que gostaria de estar presente.

Reportagem do site The Athletic mostrou que as vendas para EUA x Paraguai estão abaixo de outros eventos marcados para o estádio. O ingresso mais barato entre as três categorias principais para a partida começou em US$ 1.120, o que gerou forte reação de torcedores. Trump disse não conhecer os valores e afirmou que, para seu eleitorado em regiões como Queens e Brooklyn, os preços são proibitivos.

A FIFA tenta defender a política de preços. Em evento em Beverly Hills, o presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou que 25% dos ingressos da fase de grupos custam menos de US$ 300 e comparou com o mercado local. Segundo ele, “nos EUA, não se vai nem a jogo universitário por menos de US$ 300, e esta é a Copa do Mundo”.

Infantino também citou o mercado de revenda como justificativa para manter os valores altos. Como a revenda é permitida nos Estados Unidos, disse o dirigente, ingressos muito baratos seriam rapidamente comprados e revendidos por preços muito superiores. Ainda assim, torcedores relatam sentir-se “enganados” pela estrutura de categorias, mapas de assentos e alocação de bilhetes.

Apesar da crítica pontual aos preços da estreia, Trump reforçou o discurso de sucesso comercial do torneio. Ele endossou números divulgados pela FIFA, segundo os quais cerca de 5 milhões de ingressos já foram vendidos, e afirmou que o desempenho é “extremamente bem-sucedido” e “sem precedentes”. A entidade, porém, terá de conciliar esse resultado com a percepção crescente de que a Copa de 2026 está se afastando do torcedor médio.