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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria considerando reclassificar a maconha como uma droga menos perigosa, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. A potencial mudança viria após empresas de cannabis terem investido milhões de dólares em doações a grupos políticos ligados a Trump, de acordo com matéria exclusiva do Wall Street Journal.
A proposta em discussão, que não é nova, visa reclassificar a maconha para a Tabela III, o que não legalizaria completamente a droga, mas reduziria significativamente as restrições atuais. Essa mudança facilitaria a compra e venda da maconha, tornando a indústria multibilionária mais lucrativa, além de permitir benefícios fiscais para algumas empresas do setor e ampliar as possibilidades de pesquisa médica.
Em um recente evento de arrecadação de fundos realizado no clube de golfe de Donald Trump em Nova Jersey, onde os pratos custavam impressionantes US$ 1 milhão cada, o ex-presidente demonstrou interesse em uma importante mudança na política sobre a maconha.
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Segundo relatos de pessoas presentes, que preferiram manter anonimato, Trump ouviu atentamente as propostas e indicou que considerava avançar com a reclassificação da droga, uma iniciativa que a administração Biden havia começado a perseguir, mas não chegou a implementar.
O encontro contou com a presença de figuras influentes, como Kim Rivers, CEO da Trulieve, uma das maiores empresas do setor de cannabis. Rivers incentivou Trump a seguir adiante com a reclassificação e a ampliar a pesquisa sobre os benefícios medicinais da maconha.
Além dela, estavam presentes o CEO da Pfizer, executivos do mercado de criptomoedas e conselheiros políticos próximos a Trump. Durante o evento, também foram discutidas questões relacionadas à política de Nova York e demandas de outros doadores.
Essa movimentação faz parte de uma campanha das empresas de cannabis para convencer Trump a dar continuidade ao trabalho iniciado pela equipe Biden.
Após enfrentar dificuldades para avançar em outras agências governamentais, as empresas do setor investiram milhões em grupos políticos ligados ao ex-presidente e contrataram lobistas e conselheiros influentes em Washington para pressionar diretamente Trump a apoiar a reclassificação da maconha.
(com Wall Street Journal)