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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a Davos nesta quarta-feira (21), onde fará um discurso aguardado no Fórum Econômico Mundial, em meio a um momento de forte desgaste nas relações com aliados europeus. A viagem foi marcada por um problema técnico no Air Force One, que obrigou a aeronave a retornar aos EUA pouco após a decolagem.
Segundo a Casa Branca, o avião presidencial apresentou uma falha elétrica considerada menor, identificada logo no início do voo. Por precaução, a tripulação decidiu voltar à base aérea de Andrews. Trump seguiu depois para a Suíça em outra aeronave, sem confirmação inicial se chegaria a tempo do horário previsto para sua fala no fórum.

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Questão Groenlândia
A expectativa em torno do pronunciamento de Trump é elevada devido à escalada recente de atritos com a Europa. Nos últimos dias, o presidente voltou a defender a incorporação da Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca, e ameaçou impor tarifas comerciais a países europeus que se oponham à proposta.
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Questionado antes da viagem sobre até onde estaria disposto a ir para obter a Groenlândia, Trump evitou detalhes e indicou que sua posição ficaria clara mais adiante. As declarações ampliaram o desconforto entre líderes europeus presentes em Davos.
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que ambições territoriais voltaram a ganhar espaço no cenário internacional e defendeu mais autonomia estratégica para a Europa. Já o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, avaliou que o mundo vive uma ruptura da ordem internacional construída no pós-guerra.
Avião presidencial voltou a chamar atenção
O episódio com o Air Force One reacendeu críticas à frota presidencial americana, composta por dois aviões com mais de 35 anos de operação. Trump já reclamou publicamente das aeronaves em outras ocasiões.
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O governo dos EUA negocia novos aviões com a Boeing, mas a entrega não deve ocorrer antes do fim do atual mandato. Enquanto isso, a viagem atribulada reforçou o simbolismo de uma ida a Davos cercada por incertezas técnicas e políticas.
Apesar do foco nos temas internacionais, a Casa Branca afirma que Trump também deve abordar questões domésticas em seu discurso, como o custo de vida e a política de habitação nos Estados Unidos.
(com Reuters)