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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou seu discurso nesta terça-feira (23) na Assembleia Geral da ONU para disparar contra a própria organização e relembrar uma disputa antiga envolvendo a sede da entidade em Nova York. Ele criticou que a instituição “não cumpre seu potencial” e se limita a “escrever cartas duras que não resolvem guerras”.
Trump aproveitou o púlpito para retomar um episódio de sua carreira empresarial, quando concorreu, ainda como construtor em Nova York, para reformar o prédio da ONU. “Eu disse na época que faria tudo por 500 milhões de dólares, com mármore, com o melhor de tudo. Mas eles escolheram outro caminho, gastaram entre 2 e 4 bilhões, e entregaram um produto muito inferior. Hoje vocês andam em terrazzo em vez de mármore”, disse, acusando o projeto de “corrupto” e lembrando que chegou a ser chamado pelo Congresso americano para testemunhar sobre o caso.
A crítica ao contrato foi usada como metáfora para reforçar seu ataque mais amplo à entidade: “Infelizmente, muitas coisas na ONU acontecem da mesma forma, mas em escala ainda maior. Muito triste de ver”, afirmou. Em outro momento, questionou: “Diante de tudo isso, qual é o propósito das Nações Unidas?”.
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O tom do discurso contrastou com a fala conciliatória de Lula minutos antes, ao enfatizar que os Estados Unidos estariam “respeitados novamente” e que sua administração estaria “revertendo os desastres herdados” da gestão anterior. Mas a ênfase de Trump em expor falhas administrativas e políticas da ONU sinalizou uma tentativa de reposicionar a Casa Branca como voz crítica ao multilateralismo tradicional.