Trump aprova acordo nuclear que pode permitir à Arábia Saudita enriquecer urânio

A parceria envolve empresas americanas no programa civil saudita e pode enfrentar forte oposição no Congresso dos EUA por temores de proliferação atômica na região

Estadão Conteúdo

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em um comício do Dia da Independência, que marca o 250º aniversário da independência dos EUA, no National Mall, em Washington, D.C., EUA, em 4 de julho de 2026. REUTERS/Evan Vucci
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em um comício do Dia da Independência, que marca o 250º aniversário da independência dos EUA, no National Mall, em Washington, D.C., EUA, em 4 de julho de 2026. REUTERS/Evan Vucci

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou um acordo com a Arábia Saudita que pode fornecer ao reino capacidade de enriquecimento de urânio para seu programa nuclear civil, segundo duas pessoas a par do assunto. As fontes disseram que a expectativa é que o acordo seja divulgado já na quarta-feira, 22.

O pacto deve ter duração de 30 anos e envolve empresas americanas no desenvolvimento do programa nuclear saudita. O acordo pode permitir a construção de uma instalação de enriquecimento de urânio na Arábia Saudita, após a realização de um estudo conjunto entre os dois países.

O acordo, no entanto, pode sofrer resistências no Congresso americano. Parlamentares temem que ajudar os sauditas a concretizar o antigo desejo de enriquecer urânio possa desencadear novas rodadas de proliferação nuclear.

Oportunidade com segurança!

Tanto Trump quanto o ex-presidente Joe Biden tentaram firmar um acordo nuclear com o reino saudita para compartilhar tecnologia americana. Contudo, especialistas em não proliferação alertam que centrífugas em operação na Arábia Saudita poderiam abrir caminho para um possível programa de armamentos – algo que o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman já sugeriu que poderia buscar caso Teerã obtivesse uma bomba atômica.