Trump afirma que “armada” dos EUA está indo em direção ao Irã

Os navios de guerra começaram a se deslocar da Ásia-Pacífico ‍na semana passada, quando as tensões entre o Irã e os Estados Unidos aumentaram

Reuters

O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres a bordo do Air Force One
25 de novembro de 2025 
REUTERS/Anna Rose Layden
O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres a bordo do Air Force One 25 de novembro de 2025 REUTERS/Anna Rose Layden

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O presidente dos ⁠Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (22) que ‍os EUA têm uma ‘armada’ em direção ao Irã, mas espera não precisar usá-la, e renovou as ‌advertências a Teerã contra a matança de manifestantes ou a retomada de seu programa nuclear.

Autoridades dos EUA, falando sob condição de anonimato, disseram que o porta-aviões USS Abraham Lincoln e vários destróieres de mísseis ‌guiados chegarão ao Oriente Médio nos próximos dias.

Uma ‌autoridade afirmou que sistemas adicionais de defesa aérea também estão sendo considerados para o Oriente Médio, o que pode ser fundamental para proteger contra qualquer ataque iraniano às bases dos EUA ‌na região.

As movimentações ampliam as opções disponíveis para Trump, tanto para defender melhor as forças dos ​EUA em toda a região em um momento de tensões quanto para tomar qualquer ação militar adicional depois de atacar as instalações nucleares iranianas em junho.

‘Temos muitos navios indo nessa direção, para o caso de… eu preferiria que nada acontecesse, mas estamos observando-os de perto’, disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One em seu caminho ​de volta aos ⁠Estados Unidos ⁠depois de falar com líderes mundiais em Davos, na Suíça.

Em outro ‌momento, ele declarou: ‘Temos uma armada (…) indo nessa direção, e talvez não tenhamos que usá-la.’

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Os navios de guerra começaram a se deslocar da Ásia-Pacífico ‍na semana passada, quando as tensões entre o Irã e os Estados Unidos aumentaram ​após uma severa ‌repressão aos protestos no Irã nos últimos meses.

Trump ameaçou repetidamente intervir contra ‍o Irã devido aos recentes assassinatos de manifestantes no país, mas os protestos diminuíram na última semana.