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O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, fez nesta quinta-feira (20), um novo alerta sobre “prejuízos irreversíveis” para o bioma amazônico, classificando como o maior risco ao chamado ponto de não retorno, quando as mudanças causadas pelo aquecimento global e pela mudança climática se tornam perenes.
Ele fez declaração à imprensa em Belém (PA) durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30).

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A zona azul é onde ocorrem as negociações oficiais, da Cúpula de Líderes e dos pavilhões nacionais. A área é o local onde são definidos os rumos do futuro das políticas climáticas internacionais

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Até então, haviam sido anunciados previamente US$ 5,5 bilhões de outras partes, com 53 países endossando a declaração de lançamento desse mecanismo
Guterres começou a coletiva elogiando a “liderança extraordinária” do presidente Lula.
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Nesta quarta-feira (19), o chefe de Estado brasileiro teve ao longo do dia encontros com ministros do grupos negociadores dos países emergentes, incluindo nações árabes, latino-americanos, China, Índia e Indonésia, além de ministros dos grupos negociadores da União Europeia, África e dos Pequenos Estados Insulares.
Hoje, o secretário-geral das Nações Unidas também clamou às delegações a trabalharem no que for possível para manter de limitar a temperatura global a 1.5ºC acima dos níveis pré-industriais.
“Depois de 10 anos do Acordo de Paris, andamos bastante mas não o suficiente”, declarou.
Guterres também avaliou que adaptação climática não é uma meta teórica e requer compromisso dos países, além de reforçar que triplicar os recursos nesta seara é fundamental.