TikTok fecha acordo nos EUA, cria joint venture e Trump diz ter “salvo” a plataforma

Operação com Oracle, Silver Lake e MGX encerra risco de banimento e mantém app ativo no mercado americano

Agências de notícias Marina Verenicz

Foto ilustrativa mostra logo do TikTok e o presidente dos EUA, Donald Trump
19/1/2025 REUTERS/Dado Ruvic/Arquivo
Foto ilustrativa mostra logo do TikTok e o presidente dos EUA, Donald Trump 19/1/2025 REUTERS/Dado Ruvic/Arquivo

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O TikTok anunciou na noite desta quinta-feira (22) a criação de uma joint venture nos Estados Unidos com um grupo de grandes investidores, encerrando anos de incerteza regulatória sobre o futuro da plataforma no país.

O acordo envolve a Oracle, a gestora Silver Lake e a firma de investimentos dos Emirados Árabes Unidos MGX, segundo comunicado divulgado pela empresa. As informações são da Associated Press.

Com a nova estrutura, o TikTok passará a operar nos Estados Unidos sob um modelo que, segundo a companhia, inclui “salvaguardas definidas para proteger a segurança nacional”, com proteções reforçadas de dados, segurança dos algoritmos, moderação de conteúdo e garantias de software voltadas aos usuários americanos. O aplicativo seguirá disponível para o público no país.

A joint venture será liderada por Adam Presser, ex-chefe de Operações e das áreas de Segurança e Confiança do TikTok. Ele trabalhará ao lado de um conselho de administração com sete integrantes, majoritariamente americanos, que inclui o presidente global da plataforma, Shou Chew.

Pelo acordo, Oracle, Silver Lake e MGX terão, cada uma, participação de 15% na nova empresa. Outros investidores incluem a firma ligada a Michael Dell, fundador da Dell Technologies. A controladora chinesa ByteDance ficará com 19,9% da joint venture, abaixo do controle majoritário.

A operação põe fim ao impasse criado após o Congresso dos EUA aprovar, e o então presidente Joe Biden sancionar, uma lei que previa o banimento do TikTok caso o aplicativo permanecesse sob controle da ByteDance, por preocupações relacionadas à segurança nacional e ao uso de dados.

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Após o anúncio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou publicamente o desfecho. Em publicação na rede Truth Social, afirmou estar “muito feliz por ter ajudado a salvar” o TikTok, dizendo que a plataforma passará a pertencer a “um grupo de grandes patriotas e investidores americanos”.

Trump também vinculou o acordo ao seu desempenho eleitoral entre os mais jovens em 2024. “Só espero que, no futuro, eu seja lembrado por aqueles que usam e amam o TikTok”, escreveu. O presidente agradeceu ainda ao vice-presidente JD Vance e ao presidente da China, Xi Jinping, pelas negociações. Segundo Trump, Pequim poderia ter adotado outra postura, mas optou por viabilizar o entendimento.

Com a nova governança, o TikTok busca estabilizar sua presença no maior mercado publicitário do mundo, afastar o risco regulatório imediato e dar previsibilidade a investidores e anunciantes, em um momento em que o controle de dados, algoritmos e influência digital segue no centro do debate político e econômico nos Estados Unidos.