Terremoto no Japão matou ao menos 48 pessoas, dizem autoridades

Além dos desabamentos de edifícios, foi reportado um incêndio de grandes proporções na área central de Wajima, na província de Ishikawa

Roberto de Lira

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O terremoto de magnitude 7,6 graus na escala Richter (que vai até 9) que atingiu no primeiro dia de 2024 a Península de Noto, na costa noroeste do Japão, matou ao menos 48 pessoas, segundo dados oficiais divulgados pela imprensa local.

Além dos desabamentos de edifícios, foi reportado um incêndio de grandes proporções na área central de Wajima, província de Ishikawa, local de comércio e de forte apelo turístico da região. Segundo as autoridade, o foco consumiu mais de 200 estruturas na cidade.

Imagens feitas pela emissora NHK na manhã de terça-feira (2) mostraram um prédio de sete andares tombado de lado e fumaça subindo em Wajima.

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Segundo o The Japan Times, o governador de Ishikawa, Hiroshi Hase, escreveu na rede social X que estradas foram bloqueadas em áreas amplas por deslizamentos de terra ou rachaduras, enquanto no porto de Suzu, muitos navios forma virados.

O terremoto, que foi seguido por dezenas de tremores secundários, teve seu  epicentro a cerca de 30 quilômetros a leste-nordeste de Wajima, numa profundidade 16 quilômetros, de acordo com as informações preliminares.

Os tremores desencadearam um alerta generalizado de tsunami, com possibilidade ondas de até 5 metros, mas a maior onda reportada foi de 1,20 metro, na região do porto de Wajima.

Às 10h desta terça-feira todos os avisos foram suspensos, mas como ainda há mudanças no nível do mar, a agência meteorológica japonesa pediu que as  pessoas em áreas que estavam sob esses alertas evitem trabalhos marítimos.

De acordo com informações oficiais da província de Ishikawa, 20 mortes foram confirmadas em Suzu, 19 em Wajima, cinco em Nanao, duas em Anamizu e uma em Hakui e uma em Shika. As mortes incluíram sete vítimas no Hospital Municipal de Wajima, disseram autoridades municipais.

Em Wajima, há relatos de que 25 casas desabaram, existindo a probabilidade de pessoas terem sido soterradas sob os escombros em pelo menos 14 locais.

Um total de 46.000 pessoas foram evacuadas nas províncias de Ishikawa e Toyama na manhã desta terça-feira. Mais de 160 pessoas foram evacuadas na ilha de Noto, na cidade de Nanao, mas como as estradas estão fechadas na ponte que liga a ilha ao continente, os suprimentos não conseguem chegar à área.

O terremoto também impactou a rede de transportes do país e deixou os passageiros retidos. Quatro trens do Hokuriku Shinkansen que estavam entre as estações de Toyama e Kanazawa ficaram parados por 11 horas com um total de 1.400 passageiros a bordo. Todas as linhas de trem voltaram a funcionar no final da tarde de terça-feira.

Cerca de 500 pessoas ficaram retidas no aeroporto danificado de Noto, com estradas de acesso bloqueadas e a pista cheia de rachaduras.

Além disso, cerca de 32.600 residências na província de Ishikawa e 30 residências na província de Niigata perderam energia. Algumas áreas das províncias de Ishikawa, Toyama, Fukui e Nagano também tiveram o abastecimento de água cortado.

Há ainda relatos que 16 instalações médicas em Ishikawa, duas em Niigata e uma em Toyama estão enfrentando cortes de energia e água.

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