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(Reuters) – As tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela se intensificam em meio a um grande reforço naval dos EUA no sul do Caribe e em águas próximas, que, segundo as autoridades norte-americanas, tem como objetivo enfrentar ameaças de cartéis de drogas latino-americanos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, fez da repressão aos cartéis de drogas uma meta central de seu governo, parte de um esforço mais amplo para limitar a migração e proteger a fronteira sul do país. Embora os navios da Guarda Costeira e da Marinha dos EUA operem regularmente no sul do Caribe, esse reforço é significativamente maior do que as mobilizações habituais na região.
Uma autoridade dos EUA disse nesta quinta-feira, sob condição de anonimato, que sete navios de guerra dos EUA e um submarino de ataque rápido movido a energia nuclear estavam na região ou deveriam estar lá na próxima semana.
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou as ações. Na quarta-feira, ele disse que a Venezuela está sendo “ameaçada” por submarinos nucleares que violam tratados internacionais.
Não está claro qual é a missão das embarcações, mas o governo Trump afirmou que agora pode usar suas Forças Armadas para perseguir cartéis de drogas e grupos criminosos e instruiu o Pentágono a estudar opções.
O governo Trump designou o Cartel de Sinaloa do México e outras gangues de drogas, caso do grupo criminoso venezuelano Tren de Aragua, como organizações terroristas globais em fevereiro.
O reforço naval dos EUA inclui o USS San Antonio, USS Iwo Jima e USS Fort Lauderdale. Os navios estão transportando 4.500 membros do serviço, incluindo 2.200 fuzileiros navais, disseram fontes à Reuters.
As Forças Armadas dos EUA também têm aviões espiões P-8 na região para coleta de informações, disseram as autoridades, embora estejam operando em águas internacionais.
“Nossa diplomacia não é a diplomacia dos canhões, das ameaças, porque o mundo não pode ser o mundo de 100 anos atrás”, disse Maduro, cujo governo anunciou na semana passada que enviaria 15.000 soldados para Estados ao longo de sua fronteira ocidental com a Colômbia para combater grupos de tráfico de drogas.
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Por Idrees Ali