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O Japão e os Estados Unidos fecharam acordos e parcerias sobre reatores de energia nuclear de nova geração e terras raras, conforme Tóquio busca um caminho de volta aos mercados de exportação para sua tecnologia nuclear e ambos procuram reduzir o domínio da China sobre componentes eletrônicos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, e a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, assinaram um acordo nesta terça-feira para garantir o fornecimento de terras raras.

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Eles assinaram os documentos, que incluíam minerais críticos, no Palácio Akasaka em Tóquio, e não fizeram nenhuma menção pública direta à China, que processa mais de 90% das terras raras do mundo, o que a torna a fonte de preocupação de cada país com relação à sua cadeia de oferta. Pequim recentemente ampliou as restrições sobre exportações.
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Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, vão se reunir na quinta-feira à margem da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, na Coreia do Sul, para discutir um acordo que suspenderia as tarifas mais altas dos EUA e os controles de exportação de terras raras da China.
O Japão e os Estados Unidos usarão ferramentas de política econômica e investimentos coordenados para acelerar o “desenvolvimento de mercados diversificados, líquidos e justos para minerais essenciais e terras raras”, disse a Casa Branca em um comunicado.
Eles pretendem fornecer apoio financeiro a projetos selecionados nos próximos seis meses, acrescentou.
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Ambos os países avaliarão um acordo de estocagem mutuamente complementar e cooperarão com parceiros internacionais para garantir a segurança da cadeia de oferta, afirmou.
Enquanto a China domina a extração global de terras raras, os Estados Unidos e Mianmar controlam 12% e 8%, respectivamente, segundo o Eurasia Group, com a Malásia e o Vietnã cobrindo o processamento – onde a China também é a principal participante – de outros 4% e 1% cada.