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Taiwan não foi notificada sobre qualquer pausa em uma planejada venda de armas de US$ 14 bilhões pelos Estados Unidos à ilha, disse uma autoridade do governo taiwanês nesta sexta-feira, 22. O comentário aconteceu depois que o secretário interino da Marinha dos EUA afirmou a um comitê do Senado, em Washington, que algumas vendas militares ao exterior estavam sendo adiadas para garantir que as Forças Armadas americanas tenham munição suficiente para a guerra com o Irã.
Dias após o presidente dos EUA, Donald Trump, levantar dúvidas sobre a continuidade das vendas de armas a Taiwan – que a China reivindica como parte de seu território – o secretário interino da Marinha, Hung Cao, disse que as vendas serão retomadas quando o governo considerar apropriado.

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“Agora estamos fazendo uma pausa para garantir que temos as munições de que precisamos para a ‘Epic Fury'”, disse Cao ao Subcomitê de Defesa da Comissão de Apropriações do Senado dos EUA, referindo-se ao nome dado pelo governo Trump à operação no Irã. “Depois, as vendas militares ao exterior continuarão quando a administração considerar necessário.”
As autoridades taiwanesas viram as reportagens, “mas, no momento, não há informações sobre quaisquer ajustes que os EUA farão nessa venda de armas”, disse a porta-voz da presidência de Taiwan, Karen Kuo, ao ser questionada sobre as declarações de Cao.
A China vê Taiwan como uma província rebelde que deve ser colocada sob seu controle, pela força se necessário. Como outros países que mantêm relações diplomáticas formais com Pequim, os EUA não reconhecem Taiwan como um país, mas Washington continua sendo o principal apoiador e fornecedor de armas da ilha.
A administração republicana de Trump autorizou um pacote de armas de US$ 11 bilhões para Taipé em dezembro, mas ele ainda não avançou. Legisladores americanos também aprovaram, em janeiro, uma venda separada de US$ 14 bilhões a Taiwan, embora o acordo não possa prosseguir até que Trump o submeta formalmente ao Congresso dos EUA.
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