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A Tailândia começou a usar uma vacina anticoncepcional em elefantes selvagens para tentar conter o crescente problema do contato entre as populações humanas e animais. Com áreas de fazendas se espalhando para a s florestas, os elefantes acabam expulsos de seu habitat natural e esses contatos se tornam inevitáveis – e muitas vezes fatais.
Segundo informa a agência de notícias AP, elefantes selvagens mataram 30 pessoas e feriram 29 no ano passado, segundo dados oficiais, que também registraram mais de 2.000 incidentes de elefantes danificando plantações. Segundo dados do Escritório de Conservação da Vida Selvagem no país, o conflito entre humanos e elefantes causou quase 200 mortes humanas e mais de 100 mortes de elefantes desde 2012.
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Sukhee Boonsang, diretor do escritório, disse que o controle da população de elefantes selvagens tornou-se necessário, já que o número de elefantes que vivem perto de áreas residenciais aumenta drasticamente, aumentando o risco de confrontos.
A taxa de nascimento de mamíferos em cinco províncias do leste da Tailândia está aumentando cerca de 8% ao ano, em comparação com 3% em outras regiões, disse a AFP. O número de elefantes selvagens na Tailândia subiu de 334 em 2015 para quase 800 no ano passado, com milhares a mais em cativeiro.
Veterinários administraram as vacinas usando uma pistola de dardos sem anestesia, informou o escritório de conservação em comunicado.
Elefantes asiáticos, animais nacionais da Tailândia, são classificados como ameaçados globalmente pela União Internacional para a Conservação da Natureza.
Segundo as autoridades, uma injeção SpayVac aplicada a uma elefanta gera um efeito contraceptivo que dura sete anos. As vacinas, que não alteram o comportamento ou as características físicas dos elefantes, apenas regulam seus níveis hormonais para impedir que eles engravidem.