Surto de Ebola pode custar à África até US$ 3,6 bilhões, diz ONU

Dado apontou que a disseminação da cepa Bundibugyo a partir da República Democrática do Congo ameaça deflagrar uma crise de desenvolvimento continental, agravada pela alta dos combustíveis no exterior

Reuters

Profissionais de saúde se vestem com equipamentos de proteção individual em um centro médico que está na linha de frente do combate ao ebola em Bunia, na República Democrática do Congo. Foto: REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere
Profissionais de saúde se vestem com equipamentos de proteção individual em um centro médico que está na linha de frente do combate ao ebola em Bunia, na República Democrática do Congo. Foto: REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere

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GENEBRA, 30 Jun (Reuters) – As ⁠Nações Unidas afirmaram nesta ⁠terça-feira que um surto de Ebola pode ‌custar à África até US$3,6 bilhões e centenas de milhares de empregos, podendo causar ‌uma crise de desenvolvimento.

O surto da cepa Bundibugyo do Ebola, para a qual não há vacina ou tratamento comprovado, já infectou 1.307 pessoas e matou 377 na ⁠República ‌Democrática do Congo desde que foi declarado ⁠em 15 de maio, segundo o governo.

Um número muito menor de casos foi registrado em Uganda, e especialistas alertam para a possibilidade de o surto se ​espalhar para outros países vizinhos, como o Sudão do Sul.

“Se tivermos os recursos ​e intensificarmos nossos esforços, poderemos conter esse surto e evitar mais perdas”, disse Damien Mama, representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no ‌Congo.

“Caso contrário, essa emergência sanitária ​corre o risco de se tornar uma crise de desenvolvimento muito mais profunda e prolongada em toda ⁠a região ​e, potencialmente, ​no continente.”

O PNUD delineou três cenários para o surto. No ⁠melhor cenário, em que ​a epidemia permanece contida nos dois países, o custo é de US$1 bilhão para o ​PIB do Congo, segundo o relatório.

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No pior cenário, a doença se espalha ​para países ⁠como Ruanda e Angola e coincide com o aumento dos ⁠custos dos combustíveis ligado à crise no Irã, reduzindo o PIB continental em US$3,6 bilhões e resultando na perda de 328 mil empregos, segundo o relatório.

(Reportagem de Emma ​Farge)

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