Suprema Corte impõe derrota a Trump e mantém prazo extra para votos postais

Tribunal decidiu que cédulas enviadas até o dia da eleição podem ser contadas depois

Estadão Conteúdo

Vista da Suprema Corte dos EUA em Washington, EUA, 29 de junho de 2024. REUTERS/Kevin Mohatt
Vista da Suprema Corte dos EUA em Washington, EUA, 29 de junho de 2024. REUTERS/Kevin Mohatt

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A Suprema Corte dos EUA decidiu que a legislação federal permite que votos enviados pelo correio que chegarem após o dia da eleição possam ser contabilizados, mantendo assim prazos de tolerância em 30 estados.

A decisão representou um revés ao Partido Republicano, do presidente Donald Trump, e do Partido Libertário e foi respaldada por 5 votos a favor e 4 contrários. Com isso, os magistrados mantiveram uma lei do Mississippi que permite a contagem de votos enviados pelo correio, desde que tenham sido postados até o dia da eleição e cheguem em até cinco dias úteis. A decisão representa uma vitória rara para os Democratas.

O processo teve origem em uma contestação do Comitê Nacional Republicano (RNC) sobre a postura do estado de Mississippi, que permitia que os votos enviados pelo correio fossem contabilizados se chegassem em até cinco dias úteis após o dia da eleição, contanto que tivessem sido postados até o dia da eleição.

Com 48 páginas, os argumentos listados na decisão tomada relembram a história de como as contagens foram feitas ao longo dos anos nas eleições americanas.

Os cinco votos a favor foram da juíza conservadora Amy Coney Barrett, do presidente da Suprema Corte, John Roberts, e aos três juízes liberais – Sonya Sotomayor, Elena Kagan e Katanji Brown Jackson.

Os dissidentes foram o juiz Samuel Alito, apoiado por Clarence Thomas e Neil Gorush. John Kavanaugh aderiu parcialmente.

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