Suíça rejeita regras de neutralidade que teriam restringido cooperação com Otan

Embora a neutralidade suíça seja internacionalmente reconhecida desde o fim das guerras napoleônicas, em 1815, a forma como o ‌governo a implementa não ​está explícita

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⁠Eleitores suíços rejeitaram categoricamente neste domingo uma ‌proposta que adotaria uma forma mais restritiva de neutralidade e poderia impedir o ‌país de impor sanções econômicas ou cooperar com a Otan.

Todos os cantões e cerca de 70% dos eleitores rejeitaram a proposta de incluir na Constituição suíça uma definição ⁠mais ‌rígida de neutralidade, segundo os resultados ⁠finais divulgados pelo Escritório Federal de Estatística.

“Este resultado não é um voto contra a neutralidade. A Suíça era neutra ontem, é neutra hoje e continuará ​neutra no futuro”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Ignazio Cassis, em uma ​coletiva de imprensa após o anúncio do resultado.

Embora a neutralidade suíça seja internacionalmente reconhecida desde o fim das guerras napoleônicas, em 1815, a forma como o ‌governo a implementa não ​está explícita.

O Partido Popular Suíço (SVP), de direita, afirmou que a posição tradicional da Suíça ficou prejudicada após Berna ⁠impor ​sanções à Rússia ​após a invasão da Ucrânia.

A campanha financiou cartazes em ⁠todo o país instando ​as pessoas a votarem “Não à guerra, sim à neutralidade”, com pombas brancas da paz, antes ​da votação.

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Cassis afirmou que a rejeição permite que a Suíça continue ​decidindo sobre sanções ⁠econômicas caso a caso e coopere com parceiros quando ⁠isso fortalecer a segurança do país, a qual, segundo ele, também depende da segurança de seus vizinhos e do continente europeu.

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