Suécia apreende navio-tanque suspeito de fazer parte da “frota fantasma” da Rússia

A guarda costeira disse ainda que o navio, cujo destino não era claro, figurava em várias listas de sanções

Reuters

Um navio-tanque no Estreito de Ormuz em 25 de fevereiro de 2026. (Foto: Fadel Senna/AFP/Getty Images/via Bloomberg)
Um navio-tanque no Estreito de Ormuz em 25 de fevereiro de 2026. (Foto: Fadel Senna/AFP/Getty Images/via Bloomberg)

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ESTOCOLMO, 3 Mai (Reuters) – A ⁠guarda costeira da Suécia informou ⁠neste domingo que apreendeu um navio-tanque no ‌Mar Báltico que é supostamente parte da ‘frota fantasma’ da Rússia, na mais recente de ‌uma série de ações semelhantes realizadas nos últimos meses pelas autoridades.

Em um comunicado, a guarda costeira disse que, juntamente com a polícia, abordou o navio Jin Hui, de bandeira síria, ⁠em ‌águas territoriais suecas ao sul de ⁠Trelleborg, iniciando uma investigação preliminar.

‘A guarda costeira suspeita que o navio esteja navegando sob uma bandeira falsa, uma vez que há uma série de irregularidades em relação ao ​status de sua bandeira e, portanto, (ele) não atende às exigências de navegabilidade conforme estabelecido ​em regulamentos e acordos internacionais’, disse.

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A guarda costeira disse ainda que o navio, cujo destino não era claro, figurava em várias listas de sanções, incluindo as da União ‌Europeia e do Reino Unido. ​Acredita-se que o navio não estava transportando nenhuma carga.

O ministro sueco da Defesa Civil, Carl-Oskar Bohlin, disse no ⁠X que ​a embarcação era ​suspeita de pertencer à chamada ‘frota fantasma’ russa, formada por embarcações ⁠que usam diferentes bandeiras ​para driblar as sanções.

Os países europeus têm intensificado seus esforços para interromper o tráfego da ‘frota fantasma’, ​usada por Moscou para financiar sua guerra de quatro anos contra a ​Ucrânia. A Rússia ⁠classificou essas medidas como hostis.

Neste ano, até o momento a ⁠Suécia deteve cinco embarcações por suspeita de vários delitos, incluindo derramamento de óleo e navegação sob bandeira falsa. O país abriu processos criminais contra alguns membros da tripulação.