Senado dos EUA aprova projeto de lei bipartidário de sanções contra a Rússia

Legislação penaliza países que continuem comprando petróleo, gás e outros produtos de exportação russos

O presidente dos EUA, Trump, e Vladimir Putin em uma coletiva de imprensa conjunta após sua cúpula em Helsinque, em 2018 (Bloomberg)
O presidente dos EUA, Trump, e Vladimir Putin em uma coletiva de imprensa conjunta após sua cúpula em Helsinque, em 2018 (Bloomberg)

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O Senado americano aprovou nesta sexta-feira, 7, por ampla maioria, um pacote de sanções contra a Rússia – resultado de uma campanha de um ano liderada pelo falecido senador Lindsey Graham para reforçar o apoio dos EUA à Ucrânia e tentar pressionar o presidente Vladimir Putin enquanto a guerra se prolonga.

Aprovada por 86 votos a 11, a legislação penaliza países que continuem comprando petróleo, gás e outros produtos de exportação russos, visando privar Putin das receitas que financiam a guerra. A medida ocorre após a visita do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, ao Capitólio na semana passada – logo após o funeral de Graham -, ocasião em que ele se reuniu com senadores de ambos os partidos e acompanhou, das galerias, as primeiras votações processuais do Senado.

Essa demonstração de força do Senado representa a medida mais significativa tomada até agora, durante o segundo mandato do presidente Donald Trump, para alterar a dinâmica do conflito, que já dura quatro anos. Embora o Congresso tenha enfrentado dificuldades para garantir o fluxo de recursos financeiros e munições dos EUA para a Ucrânia, Trump sinalizou apoio ao pacote – que também incorpora sua iniciativa de impor sanções ao Irã -, pressionando a Câmara dos Representantes a aprová-lo e enviá-lo para sua sanção.

O pacote bipartidário autoriza o presidente a impor tarifas aos cinco maiores compradores mundiais de petróleo ou gás natural russo, incluindo China e Índia. O texto prevê exceções para países que importam menos de 15% de seu gás natural da Rússia e que estejam adotando medidas para reduzir essas importações. A proposta também permite que a Casa Branca dispense a aplicação de sanções ou restrições, caso o presidente certifique ao Congresso que tal medida atende ao interesse nacional.

Nesta semana, a União Europeia e o Reino Unido também impuseram novas restrições visando a Rússia.