Senado da Argentina aprova reforma trabalhista em meio a protestos de trabalhadores

Indenizações pagas aos trabalhadores, tempo de férias e gestão das horas extras são alguns dos itens no alvo da reforma

Estadão Conteúdo

Imagens aéreas mostram membros de sindicatos protestando em frente ao Congresso Nacional enquanto senadores argentinos discutem as reformas trabalhistas propostas pelo governo libertário do presidente Javier Milei para atrair investimentos e reativar o crescimento. Grupos trabalhistas, por sua vez, afirmam que as reformas representariam um retrocesso nos direitos dos trabalhadores. A reunião ocorreu em Buenos Aires, Argentina, em 11 de fevereiro de 2026. REUTERS/Martin Cossarini
Imagens aéreas mostram membros de sindicatos protestando em frente ao Congresso Nacional enquanto senadores argentinos discutem as reformas trabalhistas propostas pelo governo libertário do presidente Javier Milei para atrair investimentos e reativar o crescimento. Grupos trabalhistas, por sua vez, afirmam que as reformas representariam um retrocesso nos direitos dos trabalhadores. A reunião ocorreu em Buenos Aires, Argentina, em 11 de fevereiro de 2026. REUTERS/Martin Cossarini

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O Senado da Argentina aprovou na madrugada desta quinta-feira (12) a reforma trabalhista apresentada pelo governo do presidente Javier Milei. As discussões sobre o texto ocorreram em meio a protestos na frente da sede do Congresso. Os manifestantes entraram em confronto com a polícia, e ao menos 15 pessoas foram presas.

A reforma é considerada crucial para o programa ultraliberal de Milei. Após 13 horas de sessão, o texto básico foi aprovado por 42 votos a favor e 30 contra. Após o aval, os senadores passaram a discutir cada artigo da proposta. Para entrar em vigor, as mudanças ainda precisam passar pela Câmara.

O projeto atraiu a forte oposição de sindicatos e de políticos peronistas, que argumentam que o texto reverteria medidas que protegem os trabalhadores de abusos e dos frequentes choques econômicos do país.

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Indenizações pagas aos trabalhadores, tempo de férias e gestão das horas extras são alguns dos itens no alvo da reforma.

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