Seleção do Irã chega ao México com broches em homenagem a vítimas de ataque a escola

Seleção desembarcou em Tijuana usando pins com o número 168, em referência aos mortos em bombardeio em Minab; equipe ainda enfrenta incerteza para entrar nos EUA

Equipe InfoMoney

Ehsan Hajsafi, da seleção do Irã, chega ao Aeroporto Internacional de Tijuana, no México, antes da disputa da Copa do Mundo de 2026. Foto: Victor Medina/Reuters
Ehsan Hajsafi, da seleção do Irã, chega ao Aeroporto Internacional de Tijuana, no México, antes da disputa da Copa do Mundo de 2026. Foto: Victor Medina/Reuters

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A seleção do Irã chegou ao México para a disputa da Copa do Mundo usando broches em homenagem às vítimas de um ataque a uma escola no sul do país no início da guerra com EUA e Israel, em um gesto que reforça o peso da guerra no Oriente Médio sobre a participação da equipe no torneio.

Os jogadores desembarcaram em Tijuana com pins dourados estampados com o número 168, em referência às pessoas mortas no ataque de 28 de fevereiro a uma escola primária em Minab, no sul do Irã.

O episódio já havia sido lembrado pela seleção iraniana antes de um amistoso em março, na cidade de Antália, na Turquia, quando os jogadores entraram em campo segurando mochilas escolares rosas e roxas durante a execução do hino nacional.

Nem os EUA nem Israel assumiram responsabilidade pelo ataque, que foi alvo de fortes críticas da ONU e de grupos de direitos humanos. Os militares americanos afirmam investigar o caso.

A delegação iraniana viajou em um jato particular de Antália para Tijuana após mudar, de última hora, sua base de treinamento para a Copa. O plano inicial era se preparar em Tucson, no Arizona, mas a equipe optou por ficar no México em meio às dificuldades para obtenção de vistos de entrada nos Estados Unidos. Parte da delegação, especialmente integrantes com vínculos com a Guarda Revolucionária, teve pedidos negados.

O Irã disputará os três jogos da fase de grupos nos EUA, mas ainda não está claro quando a equipe poderá entrar no país para a estreia, marcada para 15 de junho, em Inglewood, na Califórnia, contra a Nova Zelândia. Depois, a seleção deve voltar a Tijuana entre as partidas e retornar a Inglewood para enfrentar a Bélgica, em 21 de junho, antes de seguir para Seattle, onde joga contra o Egito em 26 de junho.

Se avançarem em segundo lugar em seus grupos, Irã e Estados Unidos ainda podem se enfrentar no mata-mata, em partida prevista para 3 de julho, no estádio do Dallas Cowboys, em Arlington, no Texas.