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O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, rejeitou os apelos de alguns dos principais políticos europeus para a criação de um exército europeu separado, motivado por dúvidas sobre o compromisso de Donald Trump com a segurança do continente, que foram intensificadas pelas tensões sobre a Groenlândia.
Rutte disse aos defensores de uma força europeia separada da aliança da Otan, liderada pelos EUA, que ‘continuem sonhando’, e afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, ‘adoraria’ a ideia, pois ela sobrecarregaria os exércitos europeus e os tornaria mais fracos.

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Falando ao Parlamento Europeu em Bruxelas, Rutte disse que os países europeus devem continuar a se esforçar para assumir mais responsabilidade por sua própria segurança, como Trump exigiu — mas dentro da aliança transatlântica.
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O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, e o comissário europeu de Defesa, Andrius Kubilius, levantaram a perspectiva de uma força europeia nas últimas semanas.
Sem se referir explicitamente a nenhuma das propostas, Rutte deu pouca importância à ideia geral, insistindo que Trump e os EUA continuavam fortemente comprometidos com a Otan, apesar da incerteza causada pelas exigências de Trump de que a Dinamarca, membro da Otan, cedesse o controle da Groenlândia.
‘Acho que haverá muita duplicação e desejo-lhes sorte se quiserem fazer isso, porque vocês têm que encontrar os homens e mulheres de uniforme’, disse ele.
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‘Isso tornará as coisas mais complicadas. Acho que Putin vai adorar. Então, pensem novamente.’
Rutte disse aos parlamentares que, se a Europa realmente quisesse agir sozinha, isso custaria muito mais do que os 5% do PIB que as nações da Otan concordaram em gastar em investimentos relacionados à defesa e à segurança.
‘É preciso construir sua própria capacidade nuclear – isso custa bilhões e bilhões de euros. Nesse cenário, vocês perderão… o maior garantidor de nossa liberdade, que é o guarda-chuva nuclear dos EUA. Então, boa sorte.’