Samsung chega a acordo preliminar e evita greve que poderia paralisar operação

Acordo provisório suspende a greve e alivia temores de novos choques na cadeia global de chips

Bloomberg

Integrantes do sindicato da Samsung Electronics protestam contra os níveis de remuneração da empresa em frente à fábrica de semicondutores da companhia em Pyeongtaek, na Coreia do Sul, em 23 de abril de 2026, antes de uma longa greve planejada. REUTERS/Kim Hong-Ji – TPX IMAGES OF THE DAY
Integrantes do sindicato da Samsung Electronics protestam contra os níveis de remuneração da empresa em frente à fábrica de semicondutores da companhia em Pyeongtaek, na Coreia do Sul, em 23 de abril de 2026, antes de uma longa greve planejada. REUTERS/Kim Hong-Ji – TPX IMAGES OF THE DAY

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A Samsung fechou um acordo preliminar com seu sindicato e conseguiu evitar o que poderia se tornar uma greve capaz de paralisar a maior fabricante de chips de memória do mundo.

Em comunicado divulgado na noite desta quarta-feira (20), a empresa sul-coreana informou que “trabalhadores e direção chegaram a um acordo provisório sobre salários e convenção coletiva”.

O sindicato também soltou nota confirmando reportagem anterior da agência Yonhap sobre a suspensão da greve que estava prevista para ocorrer entre 21 de maio e 7 de junho.

A notícia vem depois de vários dias de negociações vai e vem e afasta, por ora, o risco de paralisações tanto na produção da Samsung quanto em seus planos de acelerar o desenvolvimento de semicondutores de nova geração.

O sindicato avisou aos filiados que eles vão votar o acordo salarial provisório de 2026 entre 9h de 23 de maio e 10h de 28 de maio.

Qualquer parada nas linhas de produção da Samsung teria impacto em toda a cadeia global de tecnologia. A suspensão da greve reduz o temor de uma queda na oferta de chips da empresa, hoje a maior fornecedora mundial de componentes usados em equipamentos que vão de servidores de data centers a smartphones e veículos elétricos.

Tensão mais ampla

Mesmo assim, as negociações deixaram à mostra um clima de tensão mais amplo no país, com trabalhadores pressionando por uma fatia maior dos lucros que grupos como Samsung e SK Hynix vêm obtendo com o boom global de investimentos em infraestrutura de inteligência artificial.

O sindicato vinha defendendo o fim do teto atual de bônus, a destinação de 15% do lucro operacional para prêmios aos funcionários e a inclusão dessas regras nos contratos de trabalho. Líderes sindicais citavam o exemplo da SK Hynix, que no ano passado concordou em reservar 10% do lucro operacional anual para um fundo de bônus por desempenho.

A Samsung, por sua vez, propôs destinar 10% do lucro operacional a bônus, além de um pacote especial pontual de remuneração acima dos padrões do setor. Executivos da companhia argumentam que as exigências do sindicato seriam difíceis de sustentar no longo prazo.

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“Cresce a preocupação de que qualquer interrupção relevante na produção ou aumento da incerteza operacional na Samsung Electronics possa colocar pressão adicional sobre o mercado global de semicondutores de memória, piorando gargalos de oferta, volatilidade de preços, incertezas de compra e a estabilidade da cadeia de suprimentos como um todo”, disse a Câmara de Comércio Americana na Coreia, em comunicado divulgado neste mês.

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