Rússia se opõe à presença militar na Groenlândia e acusa Otan de “ameaças fabricadas”

Moscou acusa aliança de usar a ilha como pretexto para ações anti-Rússia e anti-China

Estadão Conteúdo

Presidente russo Vladimir Putin realiza reunião com membros do governo sobre os resultados de 2025 do Gabinete de Ministros, em Moscou, Rússia, 24 de dezembro de 2025. Sputnik/Dmitry Astakhov/Pool via REUTERS
Presidente russo Vladimir Putin realiza reunião com membros do governo sobre os resultados de 2025 do Gabinete de Ministros, em Moscou, Rússia, 24 de dezembro de 2025. Sputnik/Dmitry Astakhov/Pool via REUTERS

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A Rússia protestou contra o envio de tropas da Otan à Groenlândia, classificando a presença reforçada como parte de uma “militarização acelerada” do Ártico. A embaixada russa na Bélgica, sede da organização, afirmou que a ilha está sendo usada como pretexto contra Moscou e Pequim.

Em comunicado divulgado na quarta-feira, 14, a diplomacia russa disse que “a situação que se desenvolve nas altas latitudes é motivo de extrema preocupação para nós” e acusou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de reforçar sua presença militar com base em ameaças inventadas.

Para Moscou, alguns países europeus estariam usando declarações de Washington com a intenção de promover uma agenda “anti-Rússia e anti-China” e criticam a ideia de que a proteção da Groenlândia dependeria de uma ação direta dos EUA.

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Segundo relatórios citados pela diplomacia russa, não houve presença de submarinos russos ou chineses próximos à ilha, evidenciando, na visão de Moscou, a “natureza artificial da histeria que está sendo fomentada”.

França, Alemanha, Reino Unido, Noruega e Suécia começaram a enviar tropas à Groenlândia em demonstração de apoio à Dinamarca. Os países defendem que o objetivo das movimentações é demonstrar unidade entre os europeus e sinalizar ao presidente americano, Donald Trump, que uma intervenção direta na ilha não é necessária.

Trump tem deixado claro o interesse na tomada da ilha ártica estratégica e pouco povoada.